Cidades

ESTUDANTES COBRAM EXPULSÃO DE ENVOLVIDOS EM ‘LISTA DE ESTUPRÁVEIS’ DURANTE ATO NA UFMT

Manifestação reuniu universitários no campus de Cuiabá e pediu medidas rigorosas contra suspeitos de participação no caso que gerou indignação na comunidade acadêmica

Da Redação /Foto Reprodução

Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizaram uma manifestação na sexta-feira (29), no campus de Cuiabá, para protestar contra episódios de misoginia e violência de gênero dentro da instituição. Durante o ato, os participantes defenderam a expulsão dos dois estudantes, dos cursos de Direito e Engenharia Civil, apontados como supostos envolvidos na criação de uma chamada “lista de estupráveis”.

A mobilização foi organizada por acadêmicos e entidades estudantis que cobram uma resposta mais rigorosa da universidade diante do caso, que provocou forte repercussão entre alunos, professores e movimentos de defesa dos direitos das mulheres.

Segundo o coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e acadêmico do curso de Matemática, Whilber Rafael, a manifestação surgiu da necessidade de enfrentar situações recorrentes de machismo e assédio dentro do ambiente universitário.

De acordo com ele, a comunidade acadêmica não pode mais tolerar práticas que incentivem a violência contra mulheres e a objetificação de estudantes. Durante o ato, os participantes também lembraram casos anteriores que marcaram a universidade, incluindo denúncias de assédio sexual e o feminicídio da estudante Solange Aparecida Sobrinho, ocorrido em julho de 2025.

Com cartazes, palavras de ordem e discursos, os manifestantes cobraram transparência nas investigações e a adoção de medidas que garantam a segurança das mulheres dentro da instituição. O grupo também pediu a ampliação de políticas de acolhimento às vítimas e ações permanentes de combate à violência de gênero no ambiente acadêmico.

O caso segue sendo acompanhado pela administração da UFMT, que instaurou procedimentos para apuração dos fatos. Até a conclusão das investigações, os estudantes citados no episódio têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

A mobilização reforça a pressão da comunidade universitária para que sejam adotadas medidas efetivas de prevenção e combate à violência contra mulheres dentro da universidade.

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