Cidades

ESTUDANTES OCUPAM REITORIA DA UFMT E COBRAM EXPULSÃO DE ALUNOS INVESTIGADOS POR LISTA MISÓGINA

Manifestação reuniu universitários em Cuiabá após denúncias envolvendo lista que classificava colegas como “estupráveis”

Da Redação | Foto: Reprodução

Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizaram, na quinta-feira (21), um protesto com ocupação da reitoria da instituição em Cuiabá. O ato teve como principal reivindicação a expulsão de dois alunos investigados por envolvimento em uma lista que classificava colegas como “estupráveis”.

A mobilização foi organizada pelo movimento estudantil Correnteza, com apoio do Movimento de Mulheres Olga Benário, e reuniu acadêmicos de diferentes cursos da universidade. Durante o protesto, os participantes cobraram medidas mais rigorosas contra casos de misoginia no ambiente acadêmico e pediram maior rapidez nos procedimentos administrativos relacionados à investigação.

O caso ganhou repercussão no início deste mês após denúncias envolvendo a circulação da lista entre estudantes. Desde então, a UFMT informou que instaurou um procedimento interno para apurar os fatos.

Como medida inicial, a universidade afastou os dois estudantes investigados e suspendeu temporariamente as aulas presenciais do curso de Engenharia Civil. A decisão ocorreu após relatos de ameaças feitas pelo pai de um dos envolvidos contra estudantes dentro do campus.

Durante a ocupação, os manifestantes afirmaram que a instituição ainda não teria adotado providências compatíveis com a gravidade do episódio. Os estudantes também cobraram um posicionamento mais firme da reitoria diante das denúncias e defenderam a criação de mecanismos permanentes de combate à violência de gênero no ambiente universitário.

A UFMT segue acompanhando o caso por meio dos setores responsáveis e informou que as investigações internas continuam em andamento.

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