FUNCIONÁRIOS DO COREN-MT DENUNCIAM À PF, CGU E MPF SUPOSTAS IRREGULARIDADES NA GESTÃO DA AUTARQUIA

Representação aponta possíveis desvios de recursos públicos, falhas administrativas e questionamentos sobre contrato de locação e processo eleitoral interno
Da Redação / Foto: Reprodução
Funcionários do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) protocolaram denúncia junto à Polícia Federal (PF), Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF) solicitando investigação sobre supostas irregularidades envolvendo a gestão da autarquia.
O documento apresentado aos órgãos de controle relata possíveis desvios de recursos públicos, formação de grupo para prática de irregularidades administrativas, questionamentos sobre contratos e suspeitas relacionadas ao processo eleitoral interno realizado em 2023.
A representação cita integrantes da atual administração do Coren-MT, incluindo membros da diretoria, conselheiros, procuradores, responsáveis por fiscalização de contratos, servidores da área de tecnologia da informação e representante ligado ao Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).
Entre os pontos levantados está o contrato de locação do imóvel onde atualmente funciona a sede do Coren-MT, localizada no bairro Jardim Cuiabá, em Cuiabá. Segundo a denúncia, o acordo teria sido firmado sem processo licitatório e pouco tempo após o início da atual gestão, com valor superior ao contrato da antiga sede.
Os denunciantes também questionam a existência de um imóvel próprio da autarquia, situado no bairro Goiabeiras, que estaria sem utilização. Conforme a representação, mesmo com a propriedade disponível, o conselho teria firmado contrato de aluguel com previsão de futura aquisição do prédio pelo valor de R$ 6,6 milhões.
Ainda segundo o documento, caso a compra não seja efetivada, o contrato prevê pagamento de multa equivalente a 10% do valor do negócio, podendo chegar a R$ 660 mil.
A denúncia também solicita apuração sobre o processo eleitoral do Coren-MT realizado em 2023. De acordo com os relatos apresentados aos órgãos federais, alguns profissionais inscritos teriam enfrentado dificuldades para participar da votação eletrônica, incluindo bloqueios de acesso ao sistema e impossibilidade de concluir o voto.
Os funcionários pedem que PF, CGU e MPF avaliem os fatos apresentados, verifiquem a existência de eventuais irregularidades e adotem as medidas cabíveis caso sejam confirmadas responsabilidades.
O caso ainda depende de análise dos órgãos de fiscalização, que deverão decidir sobre a abertura ou não de procedimentos investigativos formais.
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