FAZENDA EM MATO GROSSO USA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E DADOS PARA AUMENTAR EFICIÊNCIA NO CAMPO

Tecnologia conecta máquinas, clima e informações da lavoura em tempo real, reduzindo custos e ampliando a precisão nas operações agrícolas.
DA REDAÇÃO
Foto: Comunicação Polato Sementes
Uma fazenda da Polato Sementes, localizada em Pedra Preta (MT), está utilizando tecnologia de ponta para transformar a gestão agrícola. Com um sistema que integra máquinas, estações meteorológicas e plataformas digitais, a propriedade monitora as operações em tempo real e utiliza dados para reduzir desperdícios, melhorar o desempenho das atividades e tomar decisões mais estratégicas.
A estrutura tecnológica acompanha 54 máquinas agrícolas, reunindo informações como localização dos equipamentos, velocidade de operação, consumo de combustível, desempenho, ocorrências mecânicas e histórico das atividades realizadas durante a safra.
Segundo o Head de Operações Agrícolas da empresa, Fabio Andre Schmidt, um dos principais benefícios está no controle da rastreabilidade da produção de sementes, permitindo acompanhar todas as etapas, desde o plantio até a colheita.
O coordenador de Agricultura de Precisão da Polato Sementes, Odair Henrique Dias, explica que a tecnologia mudou a forma de administrar a lavoura, substituindo a agricultura de precisão por uma agricultura baseada em decisões tomadas a partir de dados.
Entre os avanços está a utilização de painéis de Business Intelligence (BI), que permitem analisar informações de diferentes safras, comparar produtividade, avaliar consumo de combustível, desempenho das máquinas e impactos das condições climáticas.
Uma das mudanças geradas pela análise de dados ocorreu na escolha dos equipamentos utilizados no plantio. Após comparar o desempenho de máquinas com diferentes capacidades, a equipe identificou que uma plantadeira maior apresentava mais interrupções e maior consumo operacional, enquanto um modelo menor entregava resultados mais eficientes.
“Hoje todas as nossas plantadeiras são de 35 linhas por causa dessa análise de dados”, explicou Odair.
A tecnologia também trouxe ganhos diretamente na aplicação de insumos. Sensores instalados nas máquinas permitem controlar automaticamente áreas de plantio e pulverização, evitando desperdícios e aplicando produtos apenas onde são necessários.
Em algumas operações de pulverização localizada, a economia de defensivos agrícolas chegou a 90%. Na cultura do algodão, a aplicação inteligente de reguladores de crescimento reduziu, em média, 43,85% o volume da mistura utilizada, mantendo maior uniformidade das lavouras.
Para garantir o funcionamento dos sistemas, a empresa investiu em conectividade própria dentro das fazendas, com torres de comunicação que mantêm máquinas, sensores e estações meteorológicas integrados durante as operações.
Além disso, a Polato desenvolveu uma plataforma interna de alertas que envia informações pelo WhatsApp às equipes responsáveis, comunicando situações como falhas operacionais, necessidade de manutenção e paradas de equipamentos.
O sistema reúne dados sobre clima, produtividade, consumo de combustível, pragas, precipitação, temperatura, umidade e histórico das safras. A combinação dessas informações permite identificar tendências e antecipar decisões no campo.
“A nova agricultura de decisão é justamente utilizar todas essas informações, analisar rapidamente e tomar decisões baseadas em dados”, afirmou Odair.
Criado em 2022, o setor de Agricultura de Precisão da empresa cresceu e passou a contar com uma equipe dedicada ao desenvolvimento de soluções voltadas à conectividade, eficiência operacional e análise de informações.
Com a evolução das ferramentas digitais, a próxima etapa do projeto é ampliar o uso da inteligência artificial para interpretar grandes volumes de dados e auxiliar ainda mais nas decisões estratégicas da produção agrícola.



