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FIEMT APOSTA EM DIÁLOGO COM EUA E DEFENDE ATUAÇÃO DE ALCKMIN NAS NEGOCIAÇÕES SOBRE TARIFAÇO

Presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso avalia que relações comerciais devem prevalecer apesar das tensões políticas entre Brasil e Estados Unidos

DA REDAÇÃO
Foto: Reprodução

O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, afirmou que mantém uma expectativa positiva em relação às negociações entre Brasil e Estados Unidos diante da entrada em vigor do novo tarifaço imposto pelo governo norte-americano.

Durante entrevista concedida no Fórum Liderança e Empreendedorismo, promovido pelo Lide Mato Grosso, em Cuiabá, o dirigente destacou que o diálogo tem sido fundamental para buscar alternativas e apontou a atuação do vice-presidente Geraldo Alckmin como um dos principais canais de negociação.

Segundo Silvio Rangel, apesar de declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que podem transmitir uma postura mais rígida no embate com os Estados Unidos, as tratativas seguem avançando por meio da equipe econômica e diplomática brasileira.

“É importante sempre o diálogo. Apesar de algumas manifestações que podem passar uma impressão de confronto, o que temos visto é a continuidade das conversas, principalmente com a atuação do vice-presidente Geraldo Alckmin”, afirmou.

O novo pacote de tarifas norte-americanas começa a valer nesta quinta-feira (30) e prevê sobretaxas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros. A medida pode atingir aproximadamente 16,5% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, com possibilidade de uma carga adicional de até 37,5% para entrada no mercado americano.

Em Mato Grosso, o presidente da Fiemt estima que cerca de 6% das exportações do Estado poderão sofrer impactos com as novas medidas.

RELAÇÕES COMERCIAIS

Silvio Rangel também comentou a influência de questões políticas nas negociações entre os dois países. O governo dos Estados Unidos tem associado as medidas adotadas contra o Brasil a temas econômicos, jurídicos e políticos, incluindo críticas relacionadas ao cenário envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

Para o presidente da Fiemt, embora fatores políticos possam interferir nas relações internacionais, o setor produtivo deve ser guiado principalmente pelos interesses comerciais.

“As relações comerciais precisam ser independentes, porque são empresas negociando com empresas. A política pode acabar influenciando, mas o que deve prevalecer são as relações econômicas”, destacou.

A Fiemt acompanha os efeitos das novas tarifas e avalia que a manutenção do diálogo entre os governos será essencial para reduzir impactos sobre a indústria brasileira e mato-grossense.

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