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Galpão destruído por incêndio em Várzea Grande não possuía seguro, afirma proprietário

Empresário diz que ainda não é possível estimar os prejuízos causados pelo fogo e defende aguardar perícia para apontar causas do incêndio.

Da Redação
Foto: Reprodução

O proprietário do barracão que abrigava o almoxarifado central da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande afirmou que o imóvel atingido por um incêndio de grandes proporções na noite desta quarta-feira (17) não possuía cobertura de seguro. Segundo David Pintor, ainda é cedo para calcular a dimensão dos prejuízos provocados pelo incêndio.

De acordo com o empresário, o imóvel estava alugado para a administração municipal e ele não tem informações sobre a existência de eventual seguro contratado pela prefeitura para o espaço.

O galpão era utilizado como depósito de materiais destinados à rede pública municipal de ensino. As chamas destruíram praticamente toda a estrutura e consumiram diversos itens armazenados, entre eles móveis, equipamentos, brinquedos, livros didáticos, uniformes escolares e materiais que seriam distribuídos às escolas e creches da cidade.

David relatou que tomou conhecimento do incêndio após receber avisos de moradores da região, que também acionaram equipes do Corpo de Bombeiros logo após o início do fogo.

O empresário informou ainda que, antes da locação ao município, o barracão funcionou como sede de uma distribuidora privada até cerca de cinco anos atrás. Na época, segundo ele, o imóvel possuía documentação regular e sistemas de prevenção e combate a incêndio exigidos pelos órgãos fiscalizadores.

Ele explicou que, após a locação para o poder público, a responsabilidade pela gestão e manutenção do espaço passou a ser da administração municipal. Mesmo assim, afirmou acreditar que parte dos equipamentos de segurança permanecia instalada no local, citando hidrantes e outros dispositivos ainda visíveis na estrutura após o incêndio.

Sobre a origem das chamas, David evitou fazer qualquer tipo de suposição e destacou que a definição das causas deve ocorrer somente após os trabalhos periciais. Ele ressaltou ainda que imagens de câmeras de monitoramento instaladas na região poderão contribuir com a investigação.

A apuração do caso será conduzida pela Polícia Civil, pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e pelo Corpo de Bombeiros. Até o momento, a causa do incêndio ainda não foi confirmada.

O episódio também repercutiu no cenário político local após vereadores mencionarem uma fiscalização realizada recentemente no depósito, onde teriam sido encontrados uniformes escolares, livros e outros materiais armazenados no espaço. A Prefeitura de Várzea Grande nega irregularidades e informou que aguarda a conclusão das investigações.

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