
Atriz morreu nesta terça-feira (18), no Rio de Janeiro, e encerra uma trajetória marcada por personagens que atravessaram gerações
Da Redação
Foto: Reprodução
A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos, no Rio de Janeiro. Um dos nomes mais importantes da dramaturgia brasileira, ela construiu uma carreira de mais de seis décadas no teatro, no cinema e, principalmente, na televisão. A informação foi confirmada por veículos de imprensa nesta terça-feira.
Nascida em Pelotas, no Rio Grande do Sul, Glória iniciou a trajetória artística no teatro e posteriormente se tornou uma das pioneiras da televisão brasileira. Em 1963, ao lado de Tarcísio Meira, protagonizou “2-5499 Ocupado”, considerada a primeira novela diária do país.
Na televisão, participou de mais de 40 novelas e marcou diferentes gerações com personagens como Ana Preta, em “Pai Herói”, e Laurinha Figueroa, a vilã de “Rainha da Sucata”. Também esteve em produções como “Irmãos Coragem”, “A Próxima Vítima”, “Torre de Babel”, “Senhora do Destino” e “A Favorita”.
Seu último trabalho em novelas foi “Totalmente Demais”, exibida entre 2015 e 2016, quando interpretou Stelinha, mãe do personagem vivido por Fábio Assunção.
Uma vida inteira em cena
Mais do que a dimensão artística, a trajetória de Glória Menezes também se tornou símbolo de longevidade e permanência. Durante décadas, a atriz permaneceu ativa e ligada à profissão, construindo uma história que se confunde com a própria evolução da televisão brasileira.
Sua morte representa a despedida de uma geração de artistas que ajudou a estabelecer a dramaturgia nacional e a transformar personagens de novelas, filmes e peças teatrais em referências culturais para milhões de brasileiros.
Glória também deixa um legado que ultrapassa os palcos e as telas: a ideia de que envelhecer não precisa significar afastar-se da vida, dos projetos, das relações e da própria autonomia.
Movimento, força, equilíbrio e independência são aspectos importantes para preservar a qualidade de vida ao longo do envelhecimento. Longevidade, nesse sentido, não está apenas relacionada ao número de anos vividos, mas à possibilidade de permanecer presente, ativo e participante da própria história.
Glória Menezes deixa uma vida inteira dedicada à arte e um legado que permanece vivo na memória do público brasileiro.



