GOLPE DO FALSO EMPRÉSTIMO: Polícia Civil destrói R$ 10 milhões em notas falsas apreendidas em investigação

Esquema criminoso enganou empresário mato-grossense que entregou R$ 400 mil acreditando receber empréstimo milionário.
DA REDAÇÃO / Foto: Polícia Civil
Cerca de R$ 10 milhões em notas falsas utilizadas em um esquema de estelionato conhecido como “golpe do falso empréstimo milionário” foram destruídos pela Polícia Civil de Mato Grosso na tarde desta terça-feira (30), em Cuiabá. O material foi incinerado na fornalha de uma empresa localizada no bairro Jardim Industrial.
A destruição das cédulas foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, responsável pela investigação que revelou a atuação de um grupo suspeito de aplicar fraudes sofisticadas.
O caso começou a ser investigado em 2024, após um empresário de Água Boa procurar a Polícia Civil relatando ter sido enganado durante uma suposta negociação de crédito milionário. Segundo a denúncia, os suspeitos prometeram liberar um empréstimo de R$ 10 milhões, mas exigiram antecipadamente o pagamento de uma comissão de R$ 1 milhão.
Durante a negociação, os criminosos aceitaram inicialmente o pagamento de R$ 400 mil em espécie para dar continuidade ao suposto processo financeiro.
Após diversos contatos, reuniões e tratativas que se estenderam por meses, a vítima se encontrou com os suspeitos em um hotel de Cuiabá. Na ocasião, entregou os R$ 400 mil e recebeu uma mala que supostamente continha os R$ 10 milhões prometidos.
Entretanto, ao verificar o conteúdo posteriormente, o empresário descobriu que os pacotes continham apenas notas falsas e cédulas sem qualquer valor comercial.
Durante as investigações, a Polícia Civil apreendeu a mala utilizada na fraude e realizou uma série de diligências, incluindo análise de imagens de câmeras de segurança, rastreamento de linhas telefônicas e coleta de provas para identificar os envolvidos.
Ao final do inquérito, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e associação criminosa.
De acordo com o delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, os suspeitos se apresentavam como empresários e investidores para transmitir credibilidade às vítimas.
“Os investigados simulavam operações financeiras legítimas e prometiam empréstimos de grandes valores mediante pagamento prévio de comissões”, afirmou o delegado.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e verificar a existência de novos golpes semelhantes em diferentes estados do país.





