
Da Redação
Foto: Sesc-MT
Para quem passa boa parte do dia fora de casa, o custo com alimentação pode pesar significativamente no orçamento mensal. Em Mato Grosso, trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo têm encontrado nas marmitas do Sesc Restaurante do Comerciário uma alternativa para diminuir essas despesas e, ao mesmo tempo, manter uma alimentação de qualidade.
Para os trabalhadores que possuem a credencial do Sesc, a refeição custa R$ 12. Considerando uma média de 20 almoços por mês, o gasto chega a R$ 240 mensais e R$ 2.880 ao longo de um ano.
Na comparação com o valor médio de R$ 24 por refeição em outros estabelecimentos, o consumidor poderia desembolsar aproximadamente R$ 5.760 por ano para a mesma quantidade de refeições. Dessa forma, a diferença chega a R$ 2.880 anuais, representando uma economia de cerca de 50%.
O valor utilizado como referência tem como base levantamento realizado em 2025 pela Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), que considerou preços de refeições comerciais, pratos executivos e sistemas de autosserviço por quilo.
JORNALISTA REDUZIU GASTOS COM ALIMENTAÇÃO
A economia já faz parte da rotina de trabalhadores que optaram pelo serviço. O jornalista Josemar Macena, por exemplo, começou a comprar as marmitas do Sesc há aproximadamente dois meses, depois de perceber que os gastos com almoço estavam comprometendo seu orçamento.
Antes da mudança, ele chegava a gastar cerca de R$ 900 por mês com refeições em diferentes restaurantes, principalmente por causa da rotina profissional.
“Comecei a perceber que esse gasto tirava a oportunidade de investir em outras coisas. Uma amiga falou sobre a marmita do Sesc e há dois meses passamos a comprar quase todos os dias. Me arrependi de ter perdido todo esse tempo, gastando caro se existe essa opção mais econômica e com qualidade igual à de grandes restaurantes”, relatou.
Segundo Josemar, a diferença passou a ser percebida rapidamente no orçamento.
“O valor que eu gastava em uma semana, gasto em um mês comprando as marmitas do Sesc. Já até consegui me programar e investir em uma viagem”, contou.
ALIMENTAÇÃO MAIS BARATA TAMBÉM AJUDA NO ORÇAMENTO FAMILIAR
A experiência também é compartilhada pelo comerciário Walmir Santana, morador próximo ao Sesc Várzea Grande.
Segundo ele, antes de utilizar o restaurante da instituição, o almoço comprado para ele e o filho em estabelecimentos próximos poderia ultrapassar R$ 50.
“É um produto de ótima qualidade, de procedência e com bom preço. Isso facilita demais o meu dia a dia. Antes da inauguração do Sesc Várzea Grande, costumava comprar almoço ou ir a restaurantes próximos com o filho. Um almoço não ficava menos que R$ 50. Hoje, com R$ 50, eu consigo almoçar a semana inteira praticamente”, afirmou.
Já o trabalhador do comércio Cristian Nogueira utiliza as marmitas do Sesc diariamente há alguns anos. Para ele, a diferença de preço acumulada ao longo do tempo representa uma redução significativa nas despesas.
“É uma economia muito significativa. Baseado nos valores das marmitas dos estabelecimentos da região onde eu trabalho, adquirir as marmitas do Sesc gera em torno de 60% de economia. Diante da situação econômica do país, qualquer economia é muito bem-vinda”, disse.
Cristian também destacou a variedade das refeições e a qualidade do atendimento oferecido pelo serviço.
CARDÁPIO É PLANEJADO POR NUTRICIONISTAS
A proposta de oferecer uma refeição acessível não significa abrir mão do planejamento nutricional. Por trás das marmitas existe uma estrutura voltada à elaboração dos cardápios e ao controle da produção.
Os cardápios são desenvolvidos por nutricionistas, levando em consideração fatores como equilíbrio nutricional, variedade, necessidade energética e aceitação dos consumidores.
As preparações são organizadas para evitar repetições e garantir alternância entre proteínas, acompanhamentos e diferentes métodos de preparo ao longo da semana.
O objetivo é proporcionar refeições variadas e equilibradas, mantendo o custo dentro de uma faixa acessível para o público atendido.
PRODUÇÃO EM ESCALA AJUDA A MANTER O PREÇO
O valor reduzido das refeições é resultado de um conjunto de estratégias adotadas pelo Sesc, entre elas o planejamento das compras, a produção em escala, o controle de custos e a redução de desperdícios.
A estrutura de financiamento da instituição também contribui para a oferta de serviços a preços acessíveis. Entre as fontes de recursos está a contribuição compulsória recolhida das empresas do comércio de bens, serviços e turismo, correspondente a 1,5% da folha de pagamento.
O modelo permite que a instituição mantenha serviços voltados aos trabalhadores do setor e também à comunidade.
SESC TEM QUATRO RESTAURANTES EM MATO GROSSO
Atualmente, o Sesc-MT mantém quatro unidades do Restaurante do Comerciário no Estado.
Em Cuiabá, o serviço está disponível na unidade localizada na Avenida da Prainha, com ponto de entrega também no Sesc Arsenal, além do restaurante instalado no Sesc Balneário Dr. Meirelles.
As refeições também são oferecidas nas unidades do Sesc em Rondonópolis e Várzea Grande.
O principal público atendido é formado por trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus familiares. Entretanto, o serviço também pode ser utilizado pelo público em geral, que paga R$ 23 por refeição.
ALTERNATIVA UNE PRATICIDADE E ECONOMIA
Além da diferença no preço, o serviço se apresenta como uma alternativa para trabalhadores que precisam conciliar uma rotina corrida com a necessidade de realizar refeições fora de casa.
Para os comerciários credenciados, o valor de R$ 12 por refeição permite que uma pessoa que faça 20 refeições mensais mantenha um gasto de R$ 240 por mês com almoço. Ao longo de 12 meses, o valor chega a R$ 2.880.
Na comparação com uma refeição média de R$ 24, a economia anual pode chegar a R$ 2.880, dinheiro que pode ser direcionado para outras despesas, investimentos, lazer ou necessidades da família.
O Sesc-MT atua desde 1947 em áreas como saúde, educação, cultura, lazer e assistência, com ações direcionadas aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, seus familiares e à comunidade em geral.
A instituição é uma entidade privada financiada por contribuições do empresariado, sem utilização de recursos públicos, e integra o sistema ligado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
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