POÇOS ARTESIANOS VÃO REFORÇAR ABASTECIMENTO DE ESCOLAS E COMUNIDADES EM VÁRZEA GRANDE

Projeto prevê instalação de estruturas em cinco escolas municipais para reduzir a dependência de caminhões-pipa e ampliar a segurança hídrica nas regiões atendidas
Da Redação
Foto: Matheus Guimarães/Secom-VG
A rede municipal de ensino de Várzea Grande começou a receber uma ação voltada ao reforço do abastecimento de água em escolas e comunidades. Nesta terça-feira (1º), teve início o processo de implantação de um poço artesiano na EMEB Antônio Joaquim de Arruda, localizada na região do Cristo Rei.
A unidade é a segunda escola contemplada pelo projeto, que prevê a instalação de poços em cinco escolas municipais. A medida busca garantir maior regularidade no fornecimento de água para estudantes e profissionais e, ao mesmo tempo, diminuir a necessidade de utilização de caminhões-pipa.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, acompanhou o início dos trabalhos e destacou que a iniciativa poderá gerar economia para o município, principalmente porque algumas unidades ainda dependem integralmente do abastecimento emergencial.
“Não teremos custo. A manutenção será 100% do Departamento de Água e Esgoto do município. Vamos ter o benefício e também uma economia, porque hoje, por exemplo, esta escola que estamos visitando é 100% abastecida por caminhão-pipa. Ela não tem água do DAE”, explicou.
MAIS DE 50 ESCOLAS DEPENDEM DE CAMINHÃO-PIPA
Segundo a secretária, atualmente mais de 50 unidades da rede municipal de Várzea Grande precisam recorrer ao abastecimento por caminhões-pipa para garantir o fornecimento de água.
A situação representa uma despesa permanente para a área da Educação e também exige uma logística para que as escolas não fiquem sem água durante o funcionamento das atividades.
“Temos hoje mais de 50 escolas que são mantidas com caminhão-pipa dentro do município de Várzea Grande. Então, você imagina o custo que a Educação tem para manter mais de 50 unidades com caminhão-pipa diariamente. Essa é a realidade da educação de Várzea Grande”, afirmou Maria Fernanda.
Com a implantação dos poços, a expectativa é reduzir gradualmente essa dependência e proporcionar maior estabilidade ao abastecimento das unidades.
PROJETO É RESULTADO DE PARCERIA
A iniciativa integra uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande e o Governo de Mato Grosso, com participação da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) e do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG).
As ações foram estabelecidas por meio do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) “Aliança pela Água”, com articulação de diferentes instituições.
O acompanhamento dos trabalhos nas unidades é realizado pelo Departamento de Obras da SMECEL.
Para Maria Fernanda, o projeto pode representar uma mudança importante para a rede municipal e para os bairros onde as escolas estão localizadas.
“Esse projeto, em parceria com o Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público, Tribunal de Contas e Departamento de Água e Esgoto do município, vai transformar não só a comunidade em torno das escolas, mas principalmente as escolas. Vai ser um marco histórico para nós, porque a falta de água sempre foi uma grande dor da educação municipal de Várzea Grande”, destacou.
ÁGUA TAMBÉM SERÁ DESTINADA ÀS COMUNIDADES
O projeto não terá como objetivo atender exclusivamente as escolas. Parte da estrutura também será integrada ao sistema de abastecimento das comunidades próximas.
O diretor do DAE-VG, José Carlos Miranda de Andrade, explicou que a escolha das unidades considerou tanto as necessidades das escolas quanto as demandas das regiões onde estão instaladas.
“Esses poços artesianos estão dentro das escolas e vão atender as escolas e também a comunidade. Vamos fazer a interligação no reservatório da escola, que vai atender a unidade, e o restante será interligado diretamente no sistema de abastecimento da comunidade do entorno. Isso vai ser um legado para as escolas e também para os moradores”, afirmou.
A estratégia também deverá contribuir para a segurança das estruturas instaladas nos bairros.
Segundo o diretor do DAE, manter os equipamentos dentro das escolas pode ajudar a reduzir ocorrências de furtos de cabos e outros componentes dos sistemas de captação.
“A Secretaria de Educação tem as escolas dentro dos bairros e isso vai contribuir com a segurança, para evitar que as pessoas roubem os cabos dos poços artesianos, algo que hoje é muito frequente aqui em Várzea Grande e acaba interrompendo esse fornecimento de água”, explicou.
PERFURAÇÃO COMEÇA NESTA SEMANA
A EMEB Antônio Joaquim de Arruda já passou pela primeira etapa de sondagem e a perfuração do poço está prevista para começar nesta semana.
A escola é a segunda unidade incluída no projeto. A próxima prevista para receber a estrutura é a EMEB Maria das Graças.
Outras unidades ainda estão sendo avaliadas pela Prefeitura, com base em um levantamento das necessidades da rede municipal realizado em conjunto com a equipe de engenharia da Secretaria de Educação.
A definição das escolas busca priorizar locais que enfrentam maiores dificuldades no abastecimento e que também possam contribuir para o atendimento das comunidades do entorno.
ESCOLA JÁ ENFRENTOU FALTA DE ÁGUA
Na EMEB Antônio Joaquim de Arruda, a implantação do poço foi recebida com expectativa pela equipe escolar.
A diretora Ângela Madalena Curvo relatou que a unidade já passou por situações em que a falta de água ameaçou comprometer o funcionamento das atividades.
“Meu coração está saltando de alegria. É muito gratificante. Nós, da equipe da EMEB Antônio Joaquim de Arruda, queremos agradecer à nossa secretária e ao representante do DAE, José, que esteve aqui. Será um benefício muito grande não só para a escola, mas também para a vizinhança”, afirmou.
Segundo a diretora, em períodos de desabastecimento era necessário solicitar rapidamente o envio de caminhões-pipa para evitar a interrupção das atividades escolares.
“Nós já sofremos com falta d’água. Tinha dia em que precisávamos ligar rapidamente: ‘Nós precisamos de água, senão vamos ter que soltar as crianças’. A água vinha, mas, graças a Deus, essa realidade já passou. Agora vamos aproveitar a nova realidade que está chegando”, contou.
Com a expansão do projeto, a expectativa do município é reduzir gastos com caminhões-pipa, melhorar a regularidade do abastecimento das escolas e ampliar a oferta de água para moradores das regiões atendidas.
A iniciativa também amplia o alcance do TAC “Aliança pela Água”, transformando estruturas instaladas nas unidades escolares em pontos capazes de beneficiar tanto a comunidade educacional quanto os moradores dos bairros próximos.



