Política

Max Russi defende conciliação em debate sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

Presidente da ALMT afirma que prioridade deve ser a população e pede solução conjunta para famílias que vivem na região de fronteira

Da Redação

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi, se manifestou sobre a discussão envolvendo a divisa territorial entre Mato Grosso e Pará. A declaração foi feita após o parlamentar assistir a um vídeo divulgado pela governadora do Pará sobre o tema.

Max Russi afirmou que a prioridade deve ser a população que vive na região de fronteira entre os dois estados, destacando que a questão precisa ser tratada com foco social e não apenas administrativo.

“Para nós, o que importa são as pessoas e não linhas em um mapa”, declarou o parlamentar.

O deputado ressaltou ainda que famílias que vivem na divisa acabam enfrentando uma realidade complexa no acesso a serviços públicos, especialmente em áreas como saúde e atendimento social. Segundo ele, muitos moradores pagam impostos em um estado, mas dependem de atendimento no outro, o que evidencia a necessidade de uma solução integrada.

Max Russi também defendeu que o debate não seja politizado, mas conduzido com responsabilidade institucional, buscando segurança jurídica e garantia de direitos para a população afetada.

“O Pará se recusa a dar um palmo de terra, mas também não dá a mão para as famílias que vivem na divisa. Eles pagam seus impostos lá, mas na hora em que o filho adoece, é Mato Grosso quem acolhe e cuida”, afirmou.

O parlamentar reforçou que o objetivo é avançar em uma construção conjunta entre os dois estados para evitar que moradores fiquem desassistidos em razão da indefinição territorial.

Ele ainda destacou que a Assembleia Legislativa seguirá acompanhando o tema e atuando em defesa das famílias que vivem na região de fronteira, buscando alternativas que garantam atendimento, segurança jurídica e acesso aos serviços públicos essenciais.

“Não estamos politizando o assunto, estamos buscando conciliação, segurança jurídica e uma solução para que ninguém fique desamparado. Seguiremos firmes, cuidando da nossa gente, sendo mato-grossense ou paraense”, completou.

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