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PIVETTA EXONERA 115 COMISSIONADOS E QUATRO SECRETÁRIOS-ADJUNTOS EM MATO GROSSO

Mudanças atingem 16 órgãos estaduais, com maior impacto na Assistência Social, Educação e Casa Civil; atos foram publicados no Diário Oficial com efeitos retroativos a 1º de novembro.

DA REDAÇÃO | FOTO: SECOM-MT

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), determinou uma ampla rodada de exonerações no Executivo estadual, atingindo 115 ocupantes de cargos comissionados e funções de confiança distribuídos em 16 órgãos da administração pública. Entre os desligamentos estão quatro secretários-adjuntos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

As decisões foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (3 de novembro), com efeitos retroativos a 1º de novembro. Os atos foram assinados pelo governador em 29 de outubro, em conjunto com o secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Manciolli.

A Setasc concentrou o maior número de exonerações, com 34 desligamentos. Na sequência aparecem a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), com 21, e a Casa Civil, com 11. Juntas, as três estruturas somam 66 exonerações, representando mais da metade do total.

A movimentação alcançou diferentes níveis da administração estadual, incluindo assessores, coordenadores, superintendentes, diretores e ocupantes de funções estratégicas.

QUATRO SECRETÁRIOS-ADJUNTOS DEIXAM A SETASC

Um dos principais destaques da publicação é a saída de quatro secretários-adjuntos da Assistência Social. Foram exonerados:

  • Édio Martins de Souza, secretário-adjunto de Assuntos Comunitários;
  • Maria Fernanda Ferri Calábria Amaral, secretária-adjunta de Políticas Públicas de Atenção à Família;
  • Marimax da Silva Almeida, secretário-adjunto do Escritório Diretivo de Projetos Estratégicos;
  • Salete Morockoski, secretária-adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres.

Além deles, a secretaria perdeu quatro superintendentes, responsáveis pelas áreas de Aquisições e Contratos, Segurança Alimentar e Desenvolvimento Socioprodutivo, Gestão Financeira, Orçamentária e Contábil e Articulação e Promoção de Direitos Indígenas.

A estrutura administrativa da pasta também teve mudanças em cargos de coordenação e assessoramento.

EDUCAÇÃO E CASA CIVIL TAMBÉM SÃO ATINGIDAS

Na Seduc, as 21 exonerações alcançaram cargos de direção, superintendências e coordenações. Entre os nomes estão Aline de Andrade e Silva, que ocupava a Diretoria Metropolitana de Educação, e Leane Rodrigues de Souza Rossini, da Diretoria Adjunta Metropolitana de Educação I.

Também deixaram suas funções Joselaine Faria Gabriel, da Superintendência de Provimento e Movimentação, e Daiane Carvalho Viana, da Superintendência de Políticas em Regime de Colaboração.

Na Casa Civil, foram 11 desligamentos, incluindo Jefferson Preza Moreno, chefe da Unidade de Gestão de Projetos, e Breno dos Reis Lira, assessor especial.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) aparece com nove exonerações, enquanto a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) teve seis.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) registraram cinco desligamentos cada.

Também foram atingidos servidores do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem), da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), da Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat), do MT Saúde e da Controladoria-Geral do Estado (CGE).

REFORMA ADMINISTRATIVA E REORGANIZAÇÃO DO GOVERNO

A rodada de exonerações ocorre em meio às mudanças administrativas defendidas por Pivetta para a estrutura do Executivo estadual. O governador tem sinalizado a intenção de reduzir cargos nos primeiros escalões, reorganizar setores e tornar a máquina pública mais enxuta.

A movimentação também envolve uma reconfiguração da equipe de governo, com mudanças em postos de comando e funções estratégicas.

Dos 115 desligamentos publicados, 102 correspondem a cargos comissionados e 13 a funções de confiança. Entre os cargos de maior hierarquia, 10 eram classificados como DGA-2 e outros 12 como DGA-3.

Apesar do volume de exonerações, os atos não significam necessariamente a extinção de todos os postos. Parte das funções poderá ser novamente ocupada durante a reorganização administrativa, conforme as decisões do governo.

A publicação desta terça-feira não apresentou nomeações correspondentes ao conjunto de desligamentos.

As mudanças indicam uma nova etapa de reorganização da estrutura estadual sob o comando de Otaviano Pivetta, com impacto direto em áreas estratégicas da administração pública de Mato Grosso.

O Povo MT segue acompanhando as mudanças no Governo do Estado e os próximos desdobramentos da reforma administrativa.

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