Cidades

Ocupação de ambulantes avança para a Praça da República e gera debate sobre uso dos espaços públicos em Cuiabá

Comerciantes ampliaram atuação para uma das áreas mais movimentadas do Centro; em nota ao O Povo MT, Município informou que realiza ações de orientação e reorganização dos espaços

Da Redação | Foto: O Povo MT

A presença de comerciantes ambulantes no Centro de Cuiabá ganhou novos contornos nesta terça-feira (9), após a ampliação da ocupação para a Praça da República, um dos pontos mais tradicionais e movimentados da capital mato-grossense. Além da já conhecida concentração na Praça Ipiranga, vendedores passaram a instalar barracas e estruturas no entorno da praça localizada em frente à Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

A movimentação foi registrada pela equipe do O Povo MT durante a manhã e chamou a atenção de comerciantes, moradores e frequentadores da região central. A expansão da atividade reacende o debate sobre a utilização dos espaços públicos, o ordenamento urbano e a necessidade de alternativas para trabalhadores que dependem do comércio informal para garantir renda.

Vídeos e imagens obtidos pela reportagem mostram dezenas de ambulantes comercializando produtos em diferentes pontos da praça, ampliando a ocupação de uma área que também integra projetos de revitalização urbana previstos para o Centro Histórico.

Em nota encaminhada ao O Povo MT, a Secretaria Municipal de Ordem Pública informou que continua realizando ações de orientação para a desocupação das calçadas da Rua 13 de Junho e esclareceu que comerciantes do ramo alimentício que possuem Termo de Permissão de Uso (TPU) podem atuar regularmente nos espaços públicos do município.

Segundo o posicionamento, os demais comerciantes que ocupam áreas públicas de forma temporária estão sendo orientados a se instalar na Travessa Desembargador Lobo. A medida, conforme informado, leva em consideração o projeto de revitalização da Praça da República, anunciado neste ano.

A expansão da presença dos ambulantes para novos pontos do Centro evidencia um desafio que envolve diferentes interesses. De um lado, trabalhadores defendem o direito de garantir sustento por meio da atividade comercial. De outro, comerciantes regularizados e usuários da região cobram organização, acessibilidade e preservação dos espaços públicos.

O tema segue gerando discussões entre representantes do comércio, população e autoridades, enquanto a expectativa é de que novas medidas sejam adotadas para conciliar a atividade econômica com o ordenamento urbano na região central da capital.

Nota da Secretaria Municipal de Ordem Pública

“A Secretaria Municipal de Ordem Pública segue realizando ações de orientação para a desocupação das calçadas da Rua 13 de Junho, na região central da capital. Em relação ao uso das praças, comerciantes do ramo alimentício que possuem Termo de Permissão de Uso (TPU) podem atuar regularmente no município.

Já os demais comerciantes que ocupam esses espaços de forma temporária estão sendo orientados a se instalar na Travessa Desembargador Lobo. A medida considera o projeto de revitalização da Praça da República, anunciado em maio deste ano, com o objetivo de contribuir para a recuperação dos espaços públicos e a valorização da região central da cidade.”

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