
Vistoria com drones encontrou focos favoráveis à proliferação de vetores, além de problemas estruturais em conjunto residencial abandonado na região Centro-Sul
Da Redação | Foto: Prefeitura de Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá interditou preventivamente um condomínio abandonado localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital, após uma vistoria técnica identificar graves riscos à saúde pública e à segurança da população. A ação foi realizada nesta sexta-feira (5) por meio da Operação Escudo Urbano, coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública.
A força-tarefa contou com a participação de equipes das secretarias municipais de Saúde, Obras, Defesa Civil e da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb). Durante a inspeção, drones foram utilizados para mapear a área e avaliar as condições das edificações.
Segundo a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o imóvel é alvo de monitoramento do município desde 2023 e, apesar das diversas tentativas de notificação, os proprietários não foram localizados para solucionar os problemas encontrados.
As equipes constataram a existência de condições favoráveis à proliferação de vetores transmissores de doenças. Entre os problemas identificados estão o acúmulo de matéria orgânica, recipientes com água parada, caixa d’água aberta e estruturas degradadas que facilitam a presença de pombos, morcegos, escorpiões e mosquitos.
De acordo com a Vigilância em Saúde Ambiental, o cenário representa um potencial risco para a disseminação de doenças como dengue, zika e chikungunya, além de outras enfermidades associadas à presença de animais sinantrópicos.
Além dos problemas sanitários, a Defesa Civil apontou comprometimento estrutural significativo nas edificações. O laudo técnico indica que grande parte das construções perdeu a cobertura dos telhados, acelerando a deterioração das estruturas e aumentando o risco de desabamento.
Moradores da região também relataram preocupação com a insegurança provocada pelo abandono do condomínio. Segundo relatos, o local tem sido utilizado por pessoas desconhecidas, aumentando a sensação de medo entre quem circula pela área, especialmente durante a noite.
Conforme a Prefeitura, ao longo deste ano foram realizadas três ações de fiscalização no imóvel. Diante da ausência de providências por parte dos responsáveis, o município adotou a interdição preventiva com base na Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal.
Uma nova operação está programada para a próxima semana, quando serão emitidos autos de infração e executadas medidas emergenciais de intervenção. Caso a limpeza e manutenção sejam realizadas pelo poder público, os custos serão posteriormente cobrados dos proprietários do imóvel.



