Política

CPI da Saúde convoca procuradores e mira contratos da SES entre 2019 e 2023 em Mato Grosso

Comissão da ALMT aprovou convocação de procuradores do Estado e deve ouvir delegados da Operação Espelho e diretores de hospitais regionais nas próximas etapas das investigações

Da Redação | Foto: ALMT

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (20), mais uma reunião ordinária para avançar nas investigações sobre contratos, movimentações financeiras e procedimentos adotados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) entre os anos de 2019 e 2023.

A reunião foi conduzida pelo deputado estadual Wilson Santos, presidente da comissão, e contou com a participação do relator da CPI, Beto Dois a Um, além dos deputados Chico Guarnieri e Dilmar Dal Bosco, que participou remotamente.

Durante a sessão, os parlamentares aprovaram por unanimidade os requerimentos de convocação dos procuradores do Estado Felippe Tomaz Borges e Francisco de Assis da Silva Lopes para prestarem esclarecimentos à comissão. A votação terminou com quatro votos favoráveis e nenhum contrário.

Segundo Wilson Santos, os procuradores assinaram pareceres ligados à movimentação financeira da Secretaria Estadual de Saúde no período investigado.

“A CPI aprovou por unanimidade a convocação de dois procuradores, doutor Felipe Tomaz e também o procurador-geral que homologava os pareceres sobre a movimentação financeira da Secretaria Estadual de Saúde no período de 2019 até 2023”, declarou o parlamentar.

O presidente da CPI informou ainda que as próximas etapas incluem a convocação dos delegados responsáveis pela Operação Espelho, além de oitivas com ex-diretores e atuais gestores de hospitais regionais fiscalizados pela comissão.

“Na outra semana, nós vamos convocar também os delegados de polícia que atuaram na Operação Espelho e depois vamos ouvir também o ex-diretor e o atual diretor dos hospitais regionais que foram objetos de fiscalização”, afirmou Wilson Santos.

A comissão também deve acompanhar inspeções presenciais do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) no Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá, no próximo dia 27 de maio, e no Hospital Regional de Cáceres, previsto para 12 de junho.

Sobre a unidade de Cáceres, Wilson Santos revelou que a CPI recebeu denúncias relacionadas à administração hospitalar por Organização Social (OS), envolvendo suposta redução salarial, falta de medicamentos e deficiência em equipamentos cirúrgicos.

“Há muitas denúncias por parte de profissionais da saúde de que houve redução de salários, faltam medicamentos e materiais. Pessoas estão morrendo por falta de cirurgia porque não tem equipamentos e instrumental necessário”, declarou.

Já em relação ao Hospital Central, o foco da comissão será apurar supostos gastos milionários antes do início parcial das atividades da unidade.

“O foco é uma denúncia de que foram gastos quase R$ 200 milhões com o hospital fechado. Nós queremos vistoriar e ouvir da diretoria onde foi usado esse dinheiro e verificar por que o hospital trabalha com tanta ociosidade”, afirmou o deputado.

Relator da CPI, Beto Dois a Um afirmou que os trabalhos seguem fundamentados em relatórios técnicos dos órgãos de controle e nas informações levantadas durante as oitivas realizadas até o momento.

“A CPI está trabalhando muito baseada no que foi investigado até agora pelos órgãos de controle. Esse tem que ser o caminho”, avaliou o parlamentar.

O deputado também disse que, até agora, os procedimentos analisados indicam normalidade na condução das ações investigadas.

“Quanto mais a gente vai ouvindo, eu particularmente vou tendo um entendimento de que as ações estão ocorrendo dentro da normalidade”, disse.

Wilson Santos ainda reforçou que os depoimentos do ex-secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, e do atual gestor da pasta, Juliano Melo, devem ocorrer apenas nas etapas finais da comissão.

“Vamos ouvir os diretores dos hospitais e deixar para o final o ex-secretário Gilberto Figueiredo e o atual secretário Juliano Melo”, concluiu.

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