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NO DIA DO TRABALHADOR RURAL, SISTEMA FAMATO DESTACA PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL NO PANTANAL

Pecuarista de Poconé celebra tradição familiar, manejo racional e convivência harmoniosa com o bioma pantaneiro

Da Redação | Foto: Ana Frutuoso

No Dia do Trabalhador Rural, o Sistema Famato homenageia homens e mulheres do campo que ajudam a fortalecer a produção agropecuária em Mato Grosso, valorizando histórias marcadas pela tradição, dedicação e respeito à natureza. Entre elas, está a trajetória do pecuarista pantaneiro José Benedito de Arruda e Silva, conhecido como Juquinha Arruda, produtor rural do município de Poconé.

Criado no Pantanal e pertencente à terceira geração de produtores da família, Juquinha afirma que viver e trabalhar no bioma exige muito mais do que experiência na pecuária. Segundo ele, é necessário compreender os ciclos da natureza, adaptar-se às épocas de cheia e seca e manter o equilíbrio entre produção e preservação ambiental.

“Eu aqui não sou só dono da fazenda, eu sou fazendeiro mesmo. Vou para o campo, vacino o gado, cuido dos bezerros, acompanho tudo de perto. Toda administração passa por mim”, relata o produtor.

Ao longo dos anos, Juquinha acompanhou mudanças importantes na forma de manejo do gado dentro do Pantanal. Ele destaca que técnicas mais modernas e humanizadas substituíram métodos antigos, priorizando o bem-estar animal e a eficiência no campo.

Hoje, a propriedade utiliza práticas de manejo racional, com condução mais tranquila do rebanho e uso de bandeiras para evitar estresse aos animais durante os trabalhos.

Além da experiência passada entre gerações, o produtor também investe em conhecimento técnico. Há cerca de sete anos, Juquinha participa do programa Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS), iniciativa desenvolvida pelo Sistema Famato, Senar-MT e Embrapa Pantanal.

O projeto atua com foco em três pilares: responsabilidade social, viabilidade econômica e conservação ambiental, levando assistência técnica e novas tecnologias aos produtores pantaneiros.

“O pantaneiro já sabe conviver com a natureza há gerações. Tem que entender o tempo da água, da seca e do pasto. Quem não conhece o Pantanal corre o risco de perder gado. O segredo é unir tradição com novas técnicas”, explica.

Entre as melhorias implantadas na fazenda estão o inventário do rebanho, aprimoramento do manejo e a adoção da inseminação artificial em tempo fixo (IATF), técnica utilizada para aumentar a produtividade.

Juquinha também destaca o orgulho de manter viva a cultura pantaneira e a convivência diária com a fauna silvestre da região.

“Aqui a gente aprende a respeitar a natureza todos os dias. O gado divide espaço com jacaré, capivara, cervo, e isso faz parte da nossa vida. Quem fica no Pantanal é porque ama isso aqui”, afirma.

O Programa Fazenda Pantaneira Sustentável vem se consolidando como referência em pecuária sustentável no bioma. Atualmente, o projeto conta com 83 fazendas participantes, mais de 400 mil hectares atendidos e cerca de 230 mil cabeças de gado nos municípios de Poconé, Barão de Melgaço, Santo Antônio do Leverger, Cáceres e Itiquira.

Segundo dados da Embrapa Pantanal, o bioma possui atualmente 93% de sua área localizada em propriedades privadas e mantém cerca de 84% de sua vegetação conservada, demonstrando a importância da produção rural aliada à preservação ambiental.

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