Polícia

Homem que viveu por 10 anos com identidade falsa é preso em Mato Grosso

Suspeito criou novo nome para escapar de condenações por tráfico de drogas e chegou a cumprir pena usando documentos falsificados

Da Redação | Foto: Polícia Civil-MT

Uma ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Federal resultou na prisão de um homem de 51 anos que utilizava uma identidade falsa há cerca de uma década para fugir de pendências judiciais. A prisão ocorreu na sexta-feira (29), no município de Pontes e Lacerda.

As investigações começaram após informações repassadas pela Polícia Federal apontarem que o suspeito estaria vivendo com documentos falsificados. Diante da denúncia, equipes das duas forças de segurança se deslocaram até uma oficina mecânica localizada no bairro Nossa Senhora Aparecida, onde o homem trabalhava.

Ao ser abordado, o suspeito apresentou uma Carteira Nacional de Habilitação em nome falso e inicialmente confirmou os dados constantes no documento. Segundo a polícia, ele utilizava essa identidade há aproximadamente dez anos e, inclusive, cumpria pena em regime aberto por tráfico de drogas utilizando o nome fictício.

No entanto, durante a abordagem, os policiais citaram sua verdadeira identidade. Nesse momento, o homem admitiu a fraude e confessou que criou uma nova identidade para evitar o cumprimento de outras pendências judiciais relacionadas também ao crime de tráfico de drogas.

Conforme relato do próprio suspeito, os documentos falsos teriam sido obtidos na cidade de Teresina, no Piauí. Ele afirmou ter desembolsado cerca de R$ 15 mil para confeccionar a documentação que lhe permitiu assumir uma nova identidade.

O homem não revelou quem foi o responsável pela produção dos documentos, mas confirmou que utilizava os registros falsificados desde então para conduzir sua vida pessoal e profissional.

Após a confirmação da fraude, o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Pontes e Lacerda, juntamente com todos os documentos apreendidos. O caso foi registrado como falsidade ideológica e seguirá sob investigação para identificar possíveis envolvidos na emissão dos documentos falsos.

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