Política

ABILIO CLASSIFICA SESSÃO DO STF COMO “CONSTRANGEDORA” E DEFENDE MUDANÇA NA COMPOSIÇÃO DO SENADO

Prefeito de Cuiabá afirmou que atual cenário da Suprema Corte demonstra a necessidade de mudanças políticas no país

DA REDAÇÃO | FOTO: REPRODUÇÃO

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), classificou como “constrangedora” a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na terça-feira (15), durante a qual os ministros discutiram o rito de análise de pedidos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

A sessão terminou sem uma decisão definitiva. O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu a análise da questão, que envolvia a possibilidade de investigação de Moraes a partir de elementos relacionados ao caso Banco Master. O mérito das acusações não chegou a ser analisado pelo plenário.

Ao comentar o episódio, Abilio defendeu mudanças na composição do Senado e afirmou que, na avaliação dele, o cenário atual pode trazer consequências para o país.

“Você tem agora a situação constrangedora do Supremo Tribunal Federal e você tem o Lula querendo colocar mais quatro ministros lá. Se continuar as coisas do jeito que estão, o prejuízo será muito grande ao país”, declarou.

O prefeito também relacionou o funcionamento do Supremo às escolhas feitas nas eleições para o Senado e para a Presidência da República.

“O que ocorreu no Supremo e vai ocorrer nos próximos dias só demonstra claramente que, se a gente não mudar o Senado e não mudar a Presidência da República, o Supremo não vai mudar a sua conduta”, afirmou.

SESSÃO NO STF

Na sessão de 15 de setembro, o STF discutiu se as Petições 16.662 e 16.704, relacionadas a Alexandre de Moraes e André Mendonça no contexto do caso Master, deveriam ser analisadas conjuntamente ou separadamente.

O placar provisório ficou em 4 votos a 3 pela análise separada dos casos. Votaram pela separação Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça. Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes defenderam o julgamento conjunto. Flávio Dino pediu vista e não teve seu voto contabilizado no placar provisório.

Segundo o STF, a Corte não chegou a analisar o mérito das petições. A discussão ficou concentrada na questão de ordem sobre a tramitação conjunta dos processos.

Com o pedido de vista, a análise foi suspensa. Pelas regras da Corte, Dino tem prazo de até 90 dias para devolver o processo para julgamento.

As declarações de Abilio ocorrem em meio ao debate político sobre a composição do Senado e a relação entre os Poderes da República.

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