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ALTA NO MERCADO INTERNACIONAL IMPULSIONA VENDA DE ALGODÃO EM MATO GROSSO

Cotonicultores aceleram negociações da safra após valorização da fibra na bolsa de Nova York

A comercialização do algodão em Mato Grosso registrou avanço significativo em abril de 2026, impulsionada pelo cenário favorável no mercado internacional. Os dados constam no novo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Segundo o relatório, a valorização das cotações da fibra, especialmente na bolsa de Nova York, tem incentivado os produtores mato-grossenses a ampliarem as negociações da produção.

A comercialização da safra 2025/26 avançou 3,40 pontos percentuais no último mês, alcançando 68,89% da produção estimada. O percentual está 3,01 pontos acima da média registrada nos últimos cinco anos.

Já as negociações da safra 2026/27 atingiram 21,22% da produção projetada, com avanço mensal de 7,39 pontos percentuais, o maior crescimento desde o início das comercializações, permanecendo alinhadas à média histórica.

De acordo com o Imea, o movimento é reflexo direto da valorização dos contratos internacionais do algodão, que atingiram os melhores níveis dos últimos dois anos.

O coordenador de inteligência de mercado agropecuário do instituto, Rodrigo Silva, destacou que o momento tem favorecido as negociações futuras da fibra.

“Estamos observando um cenário mais favorável para o algodão no mercado internacional, com contratos atingindo os melhores níveis dos últimos dois anos. Isso tem contribuído para o avanço das negociações, principalmente da safra futura”, afirmou.

Apesar do avanço nas vendas, o Imea reduziu a estimativa de área plantada com algodão para a safra 2025/26 em Mato Grosso.

A nova projeção aponta cultivo em 1,38 milhão de hectares, representando recuo de 3,33% em relação à estimativa anterior e queda de 11,11% na comparação com a safra 2024/25.

Segundo o instituto, a redução está ligada à perspectiva de rentabilidade mais apertada da cultura, devido aos altos custos de produção. Diante desse cenário, parte dos produtores optou por reduzir as áreas destinadas ao algodão e concentrar o plantio em talhões considerados mais produtivos.

Mesmo com a redução da área cultivada, o Imea elevou a estimativa de produtividade das lavouras em 2,34% frente ao relatório anterior, projetando rendimento médio de 297,69 arrobas por hectare.

O volume, no entanto, ainda permanece 5,53% abaixo do registrado na safra 2024/25.

A revisão positiva na produtividade está relacionada às boas condições climáticas observadas nos primeiros meses após a semeadura, favorecendo o desenvolvimento vegetativo das lavouras.

Com os ajustes, a produção de algodão em caroço para a safra 2025/26 foi estimada em 6,14 milhões de toneladas, representando queda de 1,06% em relação à previsão anterior e recuo de 16,04% frente à safra passada.

O setor segue monitorando as condições climáticas nos próximos meses, consideradas fundamentais para a consolidação do potencial produtivo das lavouras mato-grossenses.

Autor: Luciana Bueno
Foto: FAMATO

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