Política

BLAIRO DEFENDE CORREDOR COM BOLÍVIA E APONTA IMPACTOS PARA A ECONOMIA DE MT

Integração logística entre Mato Grosso e país vizinho pode reduzir custos, ampliar mercados e impulsionar novos investimentos na região Oeste.

Por Redação / Foto: Assembleia Legislativa de Mato Grosso

A ampliação da infraestrutura logística entre Mato Grosso e a Bolívia voltou ao centro dos debates durante audiência realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na última sexta-feira (3), em homenagem aos 50 anos da Lei Vicente Vuolo, considerada um marco para a implantação ferroviária no Estado.

Durante o encontro, o ex-governador e ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi destacou a importância da integração regional e afirmou que a criação de novos corredores logísticos pode abrir caminhos para o fortalecimento econômico de Mato Grosso e dos países vizinhos.

Segundo Maggi, o Estado ainda possui uma relação comercial limitada com as nações localizadas a oeste do Brasil e a criação de novas rotas terrestres pode ampliar o fluxo de mercadorias e oportunidades de negócios.

Ele lembrou ainda que, durante sua gestão estadual, buscou fortalecer a relação institucional com a Bolívia por entender que a integração vai além da construção de estradas e ferrovias, podendo gerar empregos, aumentar a renda e estimular a economia regional.

O ex-governador também esclareceu que atualmente não possui participação empresarial direta na área que será beneficiada pelo futuro corredor internacional, embora familiares acompanhem o desenvolvimento dos investimentos na região.

A proposta em discussão prevê a implantação e pavimentação de aproximadamente 148 quilômetros de rodovia entre a fronteira brasileira, conectada à MT-199 em Vila Bela da Santíssima Trindade, até a Rodovia 10, em San Ignacio de Velasco, no departamento boliviano de Santa Cruz.

O projeto foi oficializado por meio de termo de intenção firmado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso e o Governo Autônomo de Santa Cruz.

Além das obras rodoviárias, a proposta inclui a instalação de estruturas aduaneiras, reforço na fiscalização de fronteira, adequação de processos alfandegários e medidas para viabilizar o transporte internacional de cargas.

Especialistas avaliam que Mato Grosso pode ser um dos principais beneficiados pela nova rota. Atualmente, grande parte da produção do Estado percorre longas distâncias até portos localizados no Atlântico. Com a criação do corredor internacional, parte dessas cargas poderá ser direcionada aos portos do Oceano Pacífico, reduzindo custos operacionais, diminuindo o tempo de transporte e ampliando a competitividade dos produtos mato-grossenses em mercados internacionais.

A expectativa também é de que municípios localizados na faixa de fronteira recebam novos investimentos privados, fortalecendo setores como transporte, armazenagem, agroindústria e comércio exterior.

As declarações ocorreram durante a cerimônia em homenagem a Vicente Vuolo, considerado uma das figuras mais importantes da história ferroviária de Mato Grosso. O evento reuniu lideranças políticas e representantes do setor produtivo para discutir os avanços logísticos e os desafios para o futuro do Estado.

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