
Entidade reforça importância da vacinação, vigilância e comunicação imediata de casos suspeitos ao Indea-MT
DA REDAÇÃO | FOTO: REPRODUÇÃO
O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) reforçou o alerta aos produtores rurais sobre a importância da prevenção e da vigilância contra a raiva dos herbívoros nos rebanhos. A entidade orienta que qualquer suspeita da doença seja comunicada imediatamente ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), para que o Serviço Veterinário Oficial possa investigar a ocorrência e adotar as medidas necessárias.
A raiva é uma doença viral grave e fatal que compromete o sistema nervoso central dos mamíferos. Nos animais de produção, a transmissão está principalmente relacionada à ação de morcegos hematófagos, que podem transmitir o vírus por meio da saliva durante a mordida. O Indea-MT também orienta que produtores comuniquem a presença de animais com sinais neurológicos, mordidas de morcegos e abrigos desses animais nas propriedades.
Entre os sinais que podem indicar a doença estão isolamento do rebanho, andar cambaleante, tropeços, choques contra objetos, paralisia dos membros traseiros, dificuldade para levantar, urinar, defecar ou engolir. Em estágios mais avançados, o animal pode permanecer deitado de lado, apresentar movimentos de pedalagem e morrer.
O coordenador da Comissão de Pecuária da Famato, Amarildo Merotti, destaca que a prevenção depende de cuidados mantidos de forma contínua nas propriedades.
“A prevenção é construída no dia a dia da propriedade, com vacinação, observação do rebanho e comunicação ao serviço veterinário quando houver alguma situação fora do normal. A Famato atua para reforçar essas orientações e aproximar o produtor das informações, contribuindo para uma atuação conjunta entre quem está no campo e os órgãos responsáveis pela defesa sanitária”, afirma.
ATENÇÃO AOS SINAIS NEUROLÓGICOS
O assessor técnico em Pecuária da Famato, Marcos Carvalho, chama atenção para alterações neurológicas apresentadas pelos animais. Segundo ele, diante de uma suspeita, o produtor não deve tentar manipular ou tratar o animal por conta própria.
A orientação oficial é evitar o contato direto com animais suspeitos e nunca colocar a mão na boca de um animal que apresente sinais compatíveis com raiva. O Indea-MT também recomenda que produtores não tentem capturar morcegos, atividade que deve ser realizada por equipes treinadas do serviço veterinário oficial.
A comunicação rápida permite que a ocorrência seja investigada e que sejam adotadas medidas de controle. O Indea-MT mantém canais para notificação de doenças e mortalidade de animais de produção no Estado.
VACINAÇÃO É FUNDAMENTAL
A vacinação está entre as principais medidas de prevenção da raiva em herbívoros. De acordo com as orientações do Indea-MT, animais que recebem a vacina pela primeira vez devem receber uma segunda dose 30 dias depois. Posteriormente, a vacinação deve ser mantida anualmente, conforme as orientações sanitárias aplicáveis.
Nas áreas de ocorrência da doença, a vacinação de bovinos e equinos é adotada como medida de controle. A legislação também prevê a notificação imediata de suspeitas de raiva, de animais atacados por morcegos hematófagos e da existência de abrigos desses animais.
Além da vacinação, o produtor deve observar o rebanho diariamente e comunicar ao Indea situações que possam representar risco sanitário.
RAIVA TAMBÉM É RISCO À SAÚDE HUMANA
A raiva é uma zoonose e também representa risco para as pessoas. O vírus pode ser transmitido pela saliva de animais infectados, principalmente por meio de mordidas.
Por isso, qualquer pessoa que tenha contato direto com um animal suspeito ou seja atacada por um morcego deve procurar imediatamente atendimento em um serviço de saúde. O caso também deve ser comunicado ao Indea-MT para que sejam tomadas as providências relacionadas à defesa sanitária animal.
A prevenção depende da participação conjunta dos produtores, profissionais que atuam no campo e órgãos responsáveis pela vigilância. A identificação precoce de sinais suspeitos e a comunicação ao serviço veterinário são medidas fundamentais para reduzir os riscos de disseminação da doença.



