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FUTURO EM CAMPO LEVA ROTINA DO AGRO A MAIS DE 170 ESTUDANTES DE SORRISO

Projeto da Aprosoja-MT apresentou aos alunos profissões do campo e mostrou o caminho da soja e do milho, da lavoura até os produtos consumidos no dia a dia

DA REDAÇÃO | FOTO: BRUNO LOPES / APROSOJA-MT

Mais de 170 estudantes do 5º ano da Escola Municipal Professora Ivete Lourdes Arenhardt, em Sorriso, participaram nesta quarta-feira (9) de uma edição do projeto Futuro em Campo, iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). A ação levou para dentro da escola atividades lúdicas voltadas à apresentação do ciclo produtivo da soja e do milho e às diferentes profissões que fazem parte do agronegócio.

A programação começou com uma pergunta que despertou a curiosidade dos alunos: quantas profissões existem dentro de uma fazenda? A partir dela, os estudantes conheceram as etapas que envolvem a produção dos grãos, desde o plantio até a transformação da soja e do milho em produtos presentes na rotina das famílias.

Realizado no ambiente escolar, o projeto busca aproximar as crianças da realidade do campo e complementar os conteúdos trabalhados em sala de aula. Para a delegada coordenadora do Núcleo de Sorriso da Aprosoja-MT, Aline Beledelli, levar a iniciativa para as escolas permite ampliar o contato com os estudantes.

“O Futuro em Campo já é um projeto muito querido e acontece nas fazendas. Trazê-lo para dentro das escolas é uma forma mais fácil de estar em contato com as crianças. A gente quer agregar ao que elas já aprendem em sala de aula um dia divertido, de dinâmicas, para viverem o agro de outra forma”.

A coordenadora também destacou a importância de apresentar desde cedo às crianças a relevância do agronegócio para a economia local e nacional.

“As crianças são o nosso futuro. Elas precisam aprender sobre o agro e sobre a realidade que vivemos aqui, ainda mais em Sorriso. É importante que entendam a importância do setor não só para o município, mas para todo o país”, afirmou.

ESTUDANTES DESCOBREM NOVAS PROFISSÕES

Entre os participantes estava Mirella Regiane Kunkel, de 11 anos. Filha de um operador de máquinas agrícolas e moradora de uma fazenda, ela conta que já recebeu influência da família para escolher uma profissão ligada ao campo.

“Desde pequena fui incentivada pela minha família e principalmente pelo meu pai, que é operador de máquinas. Ele me levava para trabalhar com ele e eu comecei a gostar muito dessa profissão”, relatou.

Mesmo tendo contato direto com a rotina rural, Mirella afirmou que descobriu novas possibilidades durante a atividade. Entre elas, profissões como operador de drone e piloto de avião agrícola.

A estudante também ficou surpresa ao conhecer a variedade de produtos que utilizam soja e milho em sua composição.

“Hoje aprendi que existem muito mais profissões do que as que eu conhecia, como operador de drone e de avião. E também que tem vários alimentos que levam soja e milho. Eu achava que a soja não servia para muita coisa, mas vi que serve para bastante”, contou.

Durante a gincana, os estudantes conheceram exemplos de produtos de alimentação, higiene, limpeza e beleza que podem ter derivados dos grãos em sua composição. A atividade também mostrou como a produção agrícola está presente em diferentes momentos da vida cotidiana.

O aluno Ezio Rafael Schmidt, também de 11 anos, contou que passou a identificar produtos que já fazem parte da rotina de sua família, mas cuja relação com a soja e o milho ele desconhecia.

“Aprendi que muitas coisas têm soja e milho e a gente nem sabe. A maionese tem soja, o macarrão, até o combustível do carro tem milho. Também descobri todas as funções da fazenda, como o agrônomo e o piloto do avião, e o que cada um faz”, disse.

EDUCAÇÃO E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Além das atividades relacionadas ao agronegócio, a programação também trabalhou a importância da preservação ambiental. Os estudantes participaram do plantio de mudas de árvores nativas no pátio da escola, associando o aprendizado sobre produção rural à necessidade de conservação dos recursos naturais.

A coordenadora de projetos da Secretaria Municipal de Educação de Sorriso, Adaiane Banfi Braga, acompanhou a programação e destacou a importância de iniciativas que aproximam o conteúdo escolar da realidade econômica e cultural do município.

“Sorriso é o maior produtor de grãos do mundo, e receber eventos como esse significa investir no futuro do município e na nossa cultura. Trazer o campo para a escola é uma iniciativa muito positiva”, afirmou.

Para Luana Dumke, coordenadora do 4º e 5º ano da escola, a atividade também contribuiu para conectar o aprendizado dos alunos à realidade vivenciada por muitas famílias da região.

“A nossa economia gira em torno do agronegócio, e momentos como esse mostram que os alimentos que eles consomem em casa, muitas vezes até os industrializados, passaram pelo processo do agro”, explicou.

Segundo ela, a experiência foi especialmente significativa porque parte dos estudantes vive em propriedades rurais e, mesmo assim, ainda não havia percebido a relação entre o trabalho realizado no campo e os produtos encontrados nas prateleiras dos supermercados.

“Vários alunos nossos moram na fazenda e muitos não sabiam que aquele produto que pegam na prateleira do mercado passou pela propriedade onde vivem. Foi uma manhã muito produtiva e percebemos isso na empolgação deles”, avaliou.

Ao combinar conhecimento, brincadeiras e atividades práticas, o Futuro em Campo busca apresentar às novas gerações o funcionamento do agronegócio e mostrar que a soja e o milho estão presentes em uma cadeia muito mais ampla do que a produção de alimentos. A iniciativa também reforça a importância da educação ambiental e valoriza as diferentes profissões e trabalhadores envolvidos na produção rural de Mato Grosso.

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