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BAIXINHA GIRALDELLI REBATE CRÍTICAS E DIZ QUE DEIXOU GRUPO DE DILEMÁRIO APÓS SE SENTIR “SUFOCADA”

Vereadora afirma que decisão foi tomada após meses de articulações, nega traição e declara que, apesar da amizade com Dilemário, decidiu seguir com Ilde Taques na disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá

A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) rebateu as críticas recebidas após deixar o grupo político do vereador Dilemário Alencar (União Brasil) e declarar apoio à candidatura de Ilde Taques (Podemos) à presidência da Câmara Municipal de Cuiabá. Em nova manifestação sobre a disputa, nesta terça-feira (29), a parlamentar afirmou que a decisão foi resultado de meses de articulações e de um processo que, segundo ela, provocou desgaste pessoal e político.

Emocionada ao falar sobre a relação construída com Dilemário, Baixinha afirmou que a mudança de posicionamento não significa que tenha deixado de respeitar ou torcer pelo colega. Segundo ela, o rompimento foi exclusivamente político e ocorreu depois de chegar a um limite diante das articulações envolvendo a eleição da nova Mesa Diretora.

“Eu fiz o que o meu coração pediu”, afirmou a vereadora ao justificar a decisão.

Baixinha também rejeitou a interpretação de que teria traído Dilemário. De acordo com a parlamentar, ela permaneceu ao lado do vereador durante aproximadamente cinco meses, participou das articulações e defendeu o nome dele para comandar o Legislativo cuiabano.

“Eu fui leal ao Dilemário durante todo esse período”, declarou.

A vereadora explicou que o processo se tornou desgastante e que, em determinado momento, passou a se sentir sufocada dentro das articulações políticas. Para ela, a dificuldade não estava relacionada à relação pessoal com Dilemário, mas à maneira como as decisões foram sendo tomadas ao longo da disputa.

Baixinha afirmou ainda que, antes de anunciar o apoio a Ilde, conversou diretamente com Dilemário e explicou os motivos que levaram à mudança.

ACORDO POLÍTICO

Um dos principais pontos citados pela vereadora para explicar sua saída do grupo foi o que ela considera descumprimento de um acordo político envolvendo a atual presidente da Câmara, Paula Calil (PL).

Nas articulações iniciais para a sucessão da Mesa Diretora, havia um entendimento de que, caso não fosse possível alterar o Regimento Interno para permitir a candidatura de Paula à reeleição, o grupo apoiaria Dilemário para a presidência.

A mudança de cenário, porém, levou Paula a buscar novamente a possibilidade de disputar o comando da Casa por meio de medidas judiciais. A movimentação provocou uma reorganização dos grupos que vinham discutindo a composição da próxima Mesa.

Baixinha afirmou que entrou nas articulações acreditando nos compromissos estabelecidos e que a quebra desse entendimento pesou diretamente na sua decisão.

“Política sem palavra perde o sentido”, afirmou anteriormente a vereadora ao explicar sua mudança de posição.

APOIO A ILDE TAQUES

Depois de deixar o grupo de Dilemário, Baixinha declarou apoio a Ilde Taques. A mudança teve impacto direto na disputa porque a vereadora era considerada um voto importante nas articulações para a eleição da Mesa Diretora.

O grupo de Ilde passou a contabilizar 15 dos 27 vereadores da Câmara, enquanto o grupo que trabalha pela candidatura de Dilemário tenta recompor sua base e reverter o cenário até a votação. A eleição está prevista para ocorrer em 6 de outubro.

Mesmo tendo mudado de grupo, Baixinha afirmou que seu apoio a Ilde não significa compromisso automático com todas as decisões que forem tomadas pela futura presidência.

A parlamentar sustenta que pretende manter independência no mandato e que continuará fiscalizando a administração pública, independentemente de quem estiver no comando da Câmara.

“Se estiver certo, eu vou apoiar. Se estiver errado, eu vou cobrar. Apoiar uma candidatura não significa assinar um cheque em branco”, afirmou.

“NÃO VOLTO ATRÁS”

Apesar da movimentação dos aliados de Dilemário para tentar recuperar o voto da vereadora, Baixinha afirmou nesta terça-feira que não pretende retornar ao antigo grupo neste momento.

A possibilidade de Dilemário voltar a ocupar o posto de candidato chegou a ser considerada depois que o grupo ligado a Paula Calil passou a trabalhar com ele como uma espécie de plano alternativo para a eleição da Mesa. Mesmo diante dessa possibilidade, Baixinha afirmou que sua decisão está tomada.

A vereadora disse que continua tendo carinho e respeito por Dilemário e que pode torcer pessoalmente por ele, mas não pretende voltar atrás no compromisso assumido com Ilde.

“Eu não voltaria mais na minha palavra, mas meu coração, meu sentimento, estaria torcendo por ele”, declarou.

A fala reforça a separação que Baixinha tenta estabelecer entre a relação pessoal com Dilemário e a escolha política para a eleição da Mesa.

DISPUTA AINDA TEM MOVIMENTAÇÃO

A eleição da presidência da Câmara de Cuiabá entrou na reta final em meio a sucessivas mudanças de alianças e articulações entre os vereadores. Dilemário, que durante meses trabalhou para viabilizar sua candidatura e chegou a contar com Baixinha em sua chapa, agora tenta recuperar espaço.

Do outro lado, Ilde Taques busca preservar a maioria anunciada pelo seu grupo e consolidar os apoios conquistados nas últimas semanas.

Com 27 vereadores na composição da Câmara, a formação das chapas e a manutenção dos votos declarados devem continuar sendo alvo de negociações até a votação.

Baixinha, por sua vez, afirma que sua escolha foi feita após um longo processo e que não pretende transformar a disputa política em um rompimento pessoal.

“Fiz o que o meu coração pediu”, resumiu a vereadora ao defender sua decisão.

O Povo MT segue acompanhando as articulações para a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá.

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