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OPERAÇÃO CARCAÇA BLOQUEIA R$ 25,5 MILHÕES E MIRA GRUPO SUSPEITO DE ADULTERAR VEÍCULOS EM CUIABÁ

Polícia Civil cumpre 56 ordens judiciais contra dez pessoas e quatro empresas investigadas por receptação, adulteração de veículos e lavagem de dinheiro

Da Redação
Foto: Polícia Civil

A segunda fase da Operação Carcaça foi deflagrada nesta quarta-feira (19) para desarticular um grupo investigado por receptação qualificada, adulteração de sinais identificadores de veículos, organização criminosa e lavagem de capitais em Cuiabá.

Ao todo, são cumpridas 56 ordens judiciais contra dez pessoas e quatro empresas. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 25,5 milhões em ativos financeiros vinculados aos investigados.

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, a partir das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERRFVA).

Entre as determinações estão 14 bloqueios de ativos financeiros, 14 restrições judiciais para transferência de veículos, 14 ordens de indisponibilidade de imóveis, oito mandados de busca e apreensão e seis mandados de sequestro judicial envolvendo oito veículos.

Durante o cumprimento das medidas, cinco veículos foram apreendidos.

MAIS DE R$ 33 MILHÕES MOVIMENTADOS

As investigações identificaram uma movimentação considerada suspeita superior a R$ 33 milhões em créditos entre janeiro de 2019 e julho de 2023.

Os valores passaram por mais de 70 contas distribuídas em pelo menos 24 instituições financeiras.

Segundo a investigação, a análise financeira revelou uma dimensão patrimonial maior do que aquela identificada inicialmente durante a primeira fase da Operação Carcaça, realizada em 2023.

Do total determinado para bloqueio, aproximadamente R$ 7,8 milhões correspondem às pessoas físicas investigadas e R$ 17,5 milhões às empresas.

A decisão judicial prevê ainda a reiteração automática dos bloqueios pelo período de até 30 dias. A indisponibilidade também alcança os imóveis registrados em nome dos investigados.

INVESTIGAÇÃO COMEÇOU EM AUTOPEÇAS

O caso teve início depois que policiais localizaram peças e componentes automotivos com indícios de origem criminosa em um estabelecimento de autopeças de Cuiabá.

Com o avanço das diligências, perícias e análises do material apreendido apontaram, segundo a investigação, a existência de uma estrutura voltada à receptação de peças provenientes de veículos furtados e roubados em diferentes estados.

O grupo também é investigado por adulterar sinais identificadores de componentes e veículos e por utilizar mecanismos para ocultar ou dissimular o patrimônio obtido com as atividades criminosas.

FOCO É DESCAPITALIZAR O GRUPO

Além de buscar identificar a participação de cada investigado, a nova etapa da operação concentra esforços na parte financeira da suposta organização criminosa.

Com o bloqueio de contas, imóveis e veículos, a investigação pretende impedir que os bens sejam transferidos ou ocultados e reduzir a capacidade econômica do grupo.

As investigações continuam sob sigilo para identificar possíveis novos integrantes e aprofundar a apuração sobre o patrimônio movimentado pelos investigados.

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