PIVETTA E GISELA AMPLIAM MOBILIZAÇÃO NA BAIXADA CUIABANA E REFORÇAM DIÁLOGO COM ELEITORES
Chapa intensifica caminhadas, bandeiraços, adesivaços e reuniões em Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e municípios da região

DA REDAÇÃO | FOTO: REPRODUÇÃO
A campanha de Otaviano Pivetta (Republicanos) e Gisela Simona (União) entrou em uma nova fase de mobilização na Baixada Cuiabana. Os dois candidatos intensificaram a presença na região, participando de caminhadas, bandeiraços, adesivaços, reuniões e encontros com lideranças políticas e comunitárias.
A estratégia concentra esforços em Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e outros municípios próximos, regiões que reúnem importantes colégios eleitorais de Mato Grosso e onde a atuação de lideranças municipais e comunitárias possui forte influência na disputa.
A agenda também representa uma oportunidade para ampliar o diálogo com diferentes segmentos da população e apresentar as propostas da chapa para além das demandas específicas de cada município.
Nesse cenário, Gisela vem ampliando sua presença política na Baixada Cuiabana. A candidata a vice-governadora busca consolidar uma atuação que ultrapasse os limites da Capital e contribua para a construção de uma visão de Estado ao lado de Pivetta.
A composição da chapa reúne trajetórias distintas. Pivetta possui uma carreira política associada à gestão pública, aos investimentos e à articulação com municípios do interior. Gisela, por sua vez, construiu sua trajetória na defesa do consumidor, em políticas voltadas às mulheres, no serviço público e, mais recentemente, na atuação no Congresso Nacional.
A campanha procura transformar essa complementaridade em uma agenda política capaz de incorporar demandas de diferentes regiões de Mato Grosso, com foco na construção de prioridades para uma eventual nova gestão.
GISELA DEFENDE ESCUTA DA POPULAÇÃO
Para Gisela Simona, o contato direto com os eleitores é fundamental para compreender problemas que nem sempre aparecem nos indicadores oficiais.
“Quando caminhamos pelas ruas, conversamos com as pessoas e nos reunimos com as lideranças, conseguimos enxergar aquilo que muitas vezes não aparece nas estatísticas. É essa escuta que nos permite compreender as diferenças entre os municípios e pensar políticas públicas que façam sentido para quem vive em cada região”, afirmou.
Durante a mobilização, a candidata também tem ampliado o debate sobre temas que devem ocupar espaço na campanha majoritária. Entre eles está a segurança pública, especialmente diante do avanço das facções criminosas e da necessidade de ampliar a capacidade do Estado de enfrentar organizações cada vez mais estruturadas.
Gisela tem defendido os investimentos realizados pela atual gestão na área e citado medidas como a modernização das forças de segurança, aquisição de equipamentos, armamentos, viaturas e tecnologias, além do fortalecimento do trabalho de inteligência.
A candidata também mencionou as convocações realizadas para a Polícia Militar. Em maio, foram autorizadas 430 convocações, sendo 400 soldados e 30 oficiais. Em julho, outros 220 soldados aprovados em concurso foram chamados, segundo os dados apresentados por ela.
“Reconhecemos a legitimidade das reivindicações relacionadas à defasagem do efetivo policial. Essa é uma questão que precisa ser avaliada considerando a necessidade de cada região e a capacidade financeira do Estado. Mas segurança pública hoje não se faz apenas com aumento de efetivo. É preciso investir em inteligência, tecnologia, integração das forças e capacidade de resposta ao crime organizado. E isto as forças de segurança do Estado têm feito”, declarou.
COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Outro tema que permanece entre as prioridades apresentadas por Gisela durante a campanha é o enfrentamento à violência contra a mulher.
A candidata defende a combinação entre repressão, prevenção e atendimento às vítimas, além da ampliação da estrutura especializada e do uso de ferramentas digitais para facilitar o acesso à rede de proteção.
“Não podemos esperar a tragédia acontecer para depois agir. A prevenção precisa estar dentro da política pública, na educação, na informação, na rede de proteção e na capacidade de atendimento. Onde ainda não existe uma estrutura presencial funcionando 24 horas, precisamos utilizar as ferramentas que já temos para garantir que essa mulher não fique sem resposta”, afirmou.
A intensificação da agenda na Baixada Cuiabana reforça a estratégia de Pivetta e Gisela de ampliar a presença territorial e manter contato direto com eleitores e lideranças.
Enquanto Pivetta busca consolidar a experiência acumulada na gestão pública e a relação construída com municípios do interior, Gisela amplia sua atuação junto à população e incorpora à campanha pautas relacionadas à defesa do consumidor, segurança pública e proteção às mulheres.
A expectativa da chapa é utilizar essa fase de mobilização para ampliar o diálogo e transformar as demandas apresentadas durante as agendas em propostas para uma eventual nova etapa de governo.



