
Governador evita falar em demissões, admite mudanças no quadro de pessoal e sinaliza que sugestão de cortar cargos comissionados será considerada na reforma administrativa.
DA REDAÇÃO | FOTO: LUCIANA BUENO
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), sinalizou que haverá mudanças no quadro de pessoal do Executivo estadual durante a reforma administrativa. Questionado sobre possíveis cortes de servidores e cargos, ele evitou utilizar o termo demissão, mas indicou que algumas pessoas deixarão a gestão.
“Eu não vou falar de demissão. Algumas pessoas serão desconvidadas”, declarou o governador em entrevista nesta quarta-feira (21).
A manifestação ocorreu após uma pergunta sobre a possibilidade de criação de um programa de demissão voluntária para servidores efetivos. Na mesma ocasião, foi sugerido que o governo reduzisse o número de ocupantes de cargos comissionados como forma de diminuir as despesas públicas.
Ao ouvir a proposta, Pivetta respondeu: “A sua sugestão nós vamos acatar”. Na sequência, ao ser questionado novamente sobre a possibilidade de demissão voluntária, fez a declaração sobre os desligamentos na administração estadual.
Apesar de sinalizar mudanças, o governador não detalhou quantas pessoas poderão deixar os cargos, quais setores serão atingidos ou quando as medidas deverão ser implementadas.
REFORMA ADMINISTRATIVA PODE MANTER SECRETARIAS
Ao comentar a reorganização da máquina pública, Pivetta indicou que o governo poderá manter o número atual de secretarias, promovendo alterações na estrutura interna e buscando aproveitar melhor os servidores efetivos, que integram o quadro permanente do Estado.
O governador também criticou mudanças administrativas que, segundo ele, reduzem o número de secretarias apenas formalmente, sem representar uma diminuição efetiva de pessoal ou dos gastos públicos.
“Muitas vezes tem essas medidas que são muito midiáticas: corta, corta, corta, mas mantém o número de pessoas, mantém os gastos”, afirmou.
A declaração aponta para uma reforma que poderá ir além da fusão ou extinção de estruturas administrativas, com possíveis mudanças na ocupação de cargos e na distribuição de funções dentro do Executivo.
Até o momento, porém, não foram apresentados detalhes sobre o alcance das medidas, os critérios para eventuais desligamentos ou a economia prevista com a reorganização.
O Povo MT segue acompanhando os desdobramentos da reforma administrativa e as decisões do Governo de Mato Grosso sobre a estrutura de pessoal e o controle das despesas públicas.



