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Lacen detecta circulação de nova variante da Influenza A em Mato Grosso

SES reforça importância da vacinação contra gripe após identificação de subclado do vírus em Cuiabá e Várzea Grande

Da Redação | Foto: Secom-MT

O Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso, vinculado à Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, identificou a circulação de uma nova variante da Influenza A (H3N2) em Mato Grosso.

A análise genética do vírus foi realizada pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, a partir de quatro amostras coletadas nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande entre os meses de fevereiro e março deste ano.

A variante identificada é denominada pela Organização Mundial da Saúde como Influenza A (H3N2) J.2.4.1, subclado K. Segundo especialistas, o subclado já circula em todas as regiões do Brasil e em diversos países desde agosto de 2025, sem evidências de maior gravidade clínica.

De acordo com a diretora do Lacen-MT, Elaine de Oliveira, o monitoramento genômico realizado pelo laboratório é fundamental para acompanhar a evolução do vírus e auxiliar na formulação das futuras vacinas contra influenza.

“A detecção em Mato Grosso é importante porque demonstra a circulação local de um subclado de H3N2 em expansão nacional e internacional. Isso reforça a importância da vigilância genômica para acompanhar a evolução genética e os impactos epidemiológicos”, explicou.

Além de Mato Grosso, amostras da mesma variante também foram identificadas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Espírito Santo, Pará, Amapá, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

Segundo Elaine, apesar das alterações genéticas do vírus, os sintomas permanecem semelhantes aos de uma gripe comum.

“Não é um vírus novo, mas uma variação genética recente do H3N2. A vacina contra a influenza continua sendo a forma mais eficaz de prevenção, principalmente contra casos graves, hospitalizações e óbitos”, destacou.

A SES reforça que a vacina contra a gripe está disponível gratuitamente nos postos de saúde para os grupos prioritários.

Podem receber a imunização idosos, crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, indígenas, quilombolas, pessoas privadas de liberdade, pessoas com comorbidades ou deficiência permanente, trabalhadores da saúde, professores, pessoas em situação de rua, integrantes das forças armadas e profissionais do sistema prisional.

A orientação das autoridades de saúde é para que a população procure as unidades básicas de saúde e mantenha a vacinação em dia, principalmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios.

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