Agro

Famato alerta para dificuldade no acesso a vacinas e preocupa pecuaristas em MT

Setor afirma que doses seguem chegando em pequena quantidade e preços registram aumento no mercado

Da Redação
Foto: Famato

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) demonstrou preocupação com a situação do abastecimento de vacinas contra clostridioses no estado. Apesar do anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária sobre a disponibilização de mais de 3,1 milhões de doses para o mercado brasileiro, produtores ainda relatam dificuldades para encontrar o imunizante.

Segundo a entidade, a medida representa um avanço para ampliar a oferta nacional, porém o impacto prático ainda não tem sido percebido de forma significativa pelos pecuaristas, principalmente em Mato Grosso, onde a chegada das vacinas continua ocorrendo de forma gradual.

Desde abril, a Comissão de Pecuária de Corte da Famato acompanha o cenário e mantém diálogo com representantes da indústria, entidades do setor e órgãos públicos em busca de alternativas para reduzir os impactos da escassez.

As vacinas são utilizadas na prevenção de doenças infecciosas consideradas graves para os rebanhos, como botulismo, tétano, carbúnculo sintomático e gangrena gasosa.

De acordo com o coordenador da Comissão de Pecuária de Corte da Famato, Amarildo Merotti, a liberação de novas doses é uma iniciativa importante, mas ainda insuficiente para atender a demanda existente.

Segundo ele, produtores têm relatado que as vacinas chegam às revendas em volumes reduzidos, enquanto muitos pedidos seguem pendentes. A preocupação do setor é evitar prejuízos ao calendário sanitário dos rebanhos.

Outro ponto apontado pela comissão é o aumento nos custos do produto. Conforme relatos recebidos pela entidade, em algumas regiões o preço das vacinas praticamente dobrou nos últimos meses, elevando as despesas do setor produtivo.

A avaliação da Famato é de que a ampliação da produção e da distribuição precisa continuar ocorrendo para garantir a regularização do mercado e assegurar a proteção sanitária dos animais.

A entidade informou que seguirá monitorando o cenário e mantendo interlocução com a cadeia produtiva e órgãos competentes para buscar soluções que atendam à demanda dos pecuaristas em Mato Grosso.

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