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Desembargadora relata episódio de racismo estrutural em supermercado de Cuiabá

Magistrada Adenir Carruesco publicou desabafo nas redes sociais após ser confundida com funcionária

Da Redação
Foto/ Redes Sociais

A desembargadora federal Adenir Carruesco, do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, afirmou ter sido vítima de racismo estrutural após ser confundida com funcionária de um supermercado em Cuiabá, no último domingo (17).

O relato foi publicado pela magistrada em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Segundo Adenir Carruesco, ela havia saído para uma caminhada matinal e decidiu entrar em um supermercado da capital. Enquanto circulava pelos corredores do estabelecimento, foi abordada diversas vezes por uma cliente que pediu informações sobre produtos e sobre a localização de itens nas prateleiras.

No vídeo, a desembargadora utilizou o episódio para levantar um debate sobre racismo estrutural e preconceito racial enfrentado diariamente por pessoas negras em diferentes espaços da sociedade.

Adenir Carruesco entrou para a história do Judiciário mato-grossense ao se tornar, em 2023, a primeira mulher negra da magistratura a assumir a presidência do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso. Ela esteve à frente do TRT entre os anos de 2024 e 2025.

Magistrada há cerca de 30 anos, Adenir tomou posse como desembargadora em dezembro de 2021.

O caso repercutiu nas redes sociais e reacendeu discussões sobre discriminação racial e estereótipos sociais no Brasil.

Desde janeiro de 2023, a injúria racial passou a ser equiparada ao crime de racismo no país, após a sanção da Lei nº 14.532, que ampliou punições para crimes relacionados à discriminação por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Fonte: rede social de  Adenir Carruesco

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