Mato Grosso monitora mais de 400 planos de manejo florestal e aposta em modelo sustentável de produção

Secretaria de Meio Ambiente destaca avanço do manejo e afirma que sistema reduz desmatamento e amplia controle ambiental
DA REDAÇÃO / Foto: Sema-MT
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) monitora atualmente 402 planos de manejo florestal autorizados e em execução em todo o estado. Ao todo, Mato Grosso possui cerca de 5,2 milhões de hectares destinados a áreas de manejo, com projeção de expansão para 6,5 milhões de hectares até 2040.
Os dados foram apresentados durante atividades da 6ª edição do Dia na Floresta, realizada nesta quinta-feira (25), em uma área de manejo localizada na Fazenda Leonel Bedin, em Ipiranga do Norte. Cerca de 150 participantes acompanharam em campo as etapas do manejo florestal em uma área de 300 hectares.
A programação integrou técnicos da Sema e representantes do setor produtivo, promovendo uma imersão prática sobre o funcionamento do manejo sustentável e suas etapas operacionais.
Segundo a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, as áreas sob manejo apresentam baixos índices de degradação após a exploração e menor incidência de incêndios florestais, devido à manutenção de infraestrutura e acessos controlados.
Ela reforçou ainda que o manejo florestal não se confunde com desmatamento, destacando que o modelo segue critérios técnicos rigorosos, com inventário detalhado das espécies e definição precisa do volume de extração permitido em cada área.
De acordo com a secretária, o processo de autorização começa com a elaboração de projetos pelos empreendedores, que são encaminhados de forma digital à Sema, com dados georreferenciados e inventário completo da vegetação.
Após análise técnica e validação ambiental, incluindo verificação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o órgão emite a autorização de exploração florestal. Em seguida, o Estado passa a monitorar toda a cadeia produtiva por meio de sistemas de controle e rastreamento.
O acompanhamento é feito, entre outros mecanismos, pelo sistema Sisflora 2.0, que permite rastrear o corte, o transporte e a comercialização de produtos florestais oriundos das áreas autorizadas.
A secretária também destacou que o monitoramento contínuo garante a verificação da conformidade entre o que foi autorizado e o que é efetivamente explorado em campo, ampliando o controle sobre a atividade.
Para o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem), Cipem, o manejo florestal representa um compromisso de longo prazo com a manutenção da floresta em pé, conciliando produção e conservação ambiental.
Ele afirmou que o modelo garante ciclos produtivos sustentáveis, permitindo que áreas exploradas possam se regenerar e voltar a ser utilizadas futuramente dentro de padrões técnicos.
Durante o evento, os participantes percorreram trilhas técnicas acompanhadas por especialistas e utilizaram ferramentas digitais para acompanhamento das áreas, incluindo aplicativos de mapeamento e identificação de espécies.
A programação também incluiu visita a uma unidade industrial em Sinop, onde foi possível acompanhar o processamento da madeira desde a extração até a transformação em insumos para diferentes setores da economia.
O Dia na Floresta reúne instituições públicas, entidades do setor produtivo e universidades em atividades voltadas à difusão de práticas sustentáveis e ao fortalecimento do manejo florestal no estado.



