ABILIO ATRIBUI AUMENTO DA POBREZA EM CUIABÁ À CRISE ECONÔMICA E CITA GOVERNO FEDERAL

Prefeito afirmou que a vulnerabilidade social cresce na Capital e mencionou o aumento da “fila dos ossinhos” como reflexo das dificuldades enfrentadas pela população
DA REDAÇÃO
Foto: Reprodução
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), atribuiu o aumento da pobreza e da vulnerabilidade social na Capital às dificuldades econômicas enfrentadas pela população brasileira. A declaração foi feita ao comentar a avaliação do presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, de que Cuiabá e Várzea Grande estariam se tornando bolsões de pobreza, miséria e acúmulo de lixo.
Durante a entrevista, Abilio associou o cenário ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez uma referência política ao afirmar: “A resposta é ‘faz o L’, né? Mas eu não posso fazer essa resposta. Então, vamos lá.”
Na sequência, o prefeito afirmou que tem observado o crescimento do número de famílias em situação de vulnerabilidade social nos bairros da Capital. Como exemplo, citou a chamada “fila dos ossinhos”, formada por pessoas que buscam doações de ossos e retalhos de carne para complementar a alimentação.
“Por que está virando bolsões de miséria? Porque a população está passando dificuldade. O Brasil nunca teve uma situação como está passando hoje. Se você for lá na fila dos ossinhos, está aumentando”, declarou.
Abilio disse ainda que viu recentemente imagens da fila, mas afirmou que evita comparecer ao local para não expor ou constranger as pessoas que dependem desse tipo de assistência.
O prefeito também avaliou que programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, não têm sido suficientes para atender todas as necessidades das famílias em situação de vulnerabilidade. Segundo ele, a dificuldade de acesso à moradia também contribui para o agravamento do cenário social em Cuiabá.
As declarações foram dadas em resposta às observações feitas pelo presidente do TCE-MT sobre os desafios sociais enfrentados por Cuiabá e Várzea Grande, especialmente em relação ao crescimento da pobreza nas duas maiores cidades de Mato Grosso.



