Polícia

Mulher mantida em cárcere privado por companheiro é resgatada pela Polícia Civil em MT

Suspeito monitorava vítima por câmeras de segurança, impedia saídas da propriedade e foi preso em flagrante com armas de fogo

Da Redação | Foto: Polícia Civil-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso resgatou, na manhã desta sexta-feira (29), uma mulher vítima de violência doméstica que era mantida em cárcere privado pelo próprio companheiro em uma propriedade rural de difícil acesso no município de Guarantã do Norte.

A ação ocorreu durante a Operação Libertas, deflagrada após denúncias apontarem que a vítima sofria agressões constantes e estava impedida de deixar a residência sem autorização do suspeito.

De acordo com as investigações, o casal vivia em uma propriedade localizada a aproximadamente 60 quilômetros da área urbana do município, com acesso apenas por estrada de chão. A localização isolada dificultava o contato da vítima com familiares e pessoas próximas.

Segundo a Polícia Civil, a mulher só podia sair da propriedade acompanhada pelo companheiro. Além disso, o suspeito instalou câmeras de monitoramento na residência para vigiar os passos da vítima enquanto passava o dia trabalhando fora.

As apurações também revelaram que a mulher vinha sendo submetida a agressões físicas, violência psicológica, humilhações, ameaças e outras formas de abuso praticadas no ambiente doméstico.

Diante da gravidade das denúncias, equipes da Delegacia de Guarantã do Norte foram até o local para averiguar a situação e realizar o resgate.

Durante a operação, os policiais encontraram duas armas de fogo em posse do suspeito. O material foi apreendido e encaminhado para perícia.

O homem foi conduzido à delegacia, onde foi interrogado pelo delegado Mauro Apoitia e autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal no contexto de violência doméstica, violência psicológica contra a mulher, cárcere privado e posse irregular de arma de fogo de uso restrito.

Após os procedimentos legais, ele foi colocado à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, a vítima recebeu acolhimento e assistência, além de orientações sobre as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

O delegado Mauro Apoitia destacou que o combate à violência contra a mulher segue como uma das prioridades da instituição.

“Proteção da mulher é prioridade absoluta. Nenhuma vítima deve viver sob medo, ameaças ou privada de sua liberdade. Nossa missão é agir rapidamente para interromper ciclos de violência, responsabilizar os autores e garantir segurança às vítimas”, afirmou.

A Polícia Civil reforça que denúncias de violência doméstica podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais de segurança pública e destaca a importância da participação da sociedade para identificar e interromper situações de abuso e violência contra mulheres.

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