Polícia cumpre mandados em Mato Grosso contra grupo investigado por aplicar “golpe do falso exame”

Ação deu apoio à operação do Paraná e teve alvos em Várzea Grande, Rondonópolis e Jangada.
DA REDAÇÃO / Foto: Polícia Civil
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta quarta-feira (24), seis mandados de busca e apreensão em apoio a uma operação coordenada pela Polícia Civil do Paraná contra um grupo investigado por crimes de estelionato. As ordens judiciais foram executadas nos municípios de Várzea Grande, Rondonópolis e Jangada.
As medidas foram determinadas pela Justiça paranaense e cumpridas de forma simultânea por equipes da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande nos endereços identificados durante as investigações.
As apurações são conduzidas pela Delegacia de Estelionato de Curitiba e investigam uma organização criminosa especializada no chamado “golpe do falso exame”, esquema que tem como alvo familiares de pacientes internados ou submetidos a procedimentos médicos.
Segundo a investigação, os criminosos utilizavam informações verdadeiras dos pacientes para tornar a fraude mais convincente. Após exames ou atendimentos hospitalares, familiares recebiam ligações nas quais os suspeitos alegavam a necessidade de pagamentos urgentes para liberação de procedimentos, medicamentos ou resultados de exames.
A estratégia levava vítimas a realizar transferências bancárias acreditando se tratar de cobranças legítimas.
As investigações apontam ainda que a quadrilha possuía uma estrutura organizada, com funções distribuídas entre os integrantes. Parte dos suspeitos seria responsável pelo recebimento dos valores, enquanto outros realizavam a movimentação e fragmentação do dinheiro entre diversas contas bancárias, dificultando o rastreamento dos recursos.
A análise financeira realizada pelas autoridades identificou movimentações que somam centenas de milhares de reais ligadas ao grupo criminoso.
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil do Paraná solicitou medidas cautelares para interromper as atividades da organização e ampliar a identificação dos envolvidos.
As investigações seguem em andamento para identificar novas vítimas e esclarecer como os dados utilizados pelos criminosos foram obtidos.




