CESTA BÁSICA EM CUIABÁ SOBE PELA TERCEIRA SEMANA SEGUIDA E VOLTA A R$ 900,16

Preço médio registra alta de 1,26% em uma semana e fica 13,56% acima do valor registrado no mesmo período de 2025
DA REDAÇÃO | FOTO: FECOMÉRCIO-MT
A cesta básica voltou a pesar no bolso dos consumidores de Cuiabá. O preço médio dos produtos essenciais chegou a R$ 900,16 na terceira semana de setembro, após registrar o terceiro aumento consecutivo. O valor representa uma alta semanal de 1,26%, conforme levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
Com o novo avanço, a cesta básica voltou a alcançar um patamar que não era registrado na capital mato-grossense desde junho.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento é ainda mais expressivo. A cesta, que custava em média R$ 792,65 na terceira semana de setembro de 2025, está R$ 107,51 mais cara atualmente, o equivalente a uma alta de 13,56%.
Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o cenário demonstra o impacto do custo dos alimentos considerados essenciais no orçamento das famílias.
“A manutenção da cesta em patamar elevado, principalmente no comparativo anual, sinaliza que o encarecimento da alimentação continua representando um desafio para o orçamento das famílias”, afirmou.
TOMATE PUXA ALTA E FICA 93,93% MAIS CARO EM UM ANO
A análise do IPF-MT aponta que os produtos apresentaram comportamentos diferentes nesta semana. Enquanto alguns alimentos sofreram pressão de oferta e contribuíram para o aumento da cesta, outros registraram queda e ajudaram a evitar uma elevação ainda maior.
Entre os itens que mais pressionaram o resultado está o tomate. O produto teve alta de 8,94% na comparação semanal e alcançou preço médio de R$ 12,06 por quilo.
Na comparação anual, o cenário chama ainda mais atenção: o tomate está 93,93% mais caro do que no mesmo período de 2025.
Segundo o IPF-MT, as condições climáticas podem estar entre os fatores relacionados à alta. O período chuvoso provocou redução das temperaturas nas regiões produtoras e atrasou a maturação dos frutos, o que pode ter contribuído para a elevação dos preços.
BANANA E PÃO FRANCÊS FICAM MAIS BARATOS
Na outra ponta, alguns produtos apresentaram redução e ajudaram a amenizar o impacto sobre o custo total da cesta básica.
A banana teve queda de 8,31% na semana, passando a registrar preço médio de R$ 8,30 por quilo. Com a redução, o produto está 6,61% mais barato do que no mesmo período do ano passado.
O IPF-MT também relaciona as condições climáticas ao comportamento do preço da fruta. Chuvas e ventanias teriam afetado a qualidade das frutas disponíveis no mercado, contribuindo para a oscilação dos valores.
Outro produto que apresentou queda foi o pão francês. O preço médio recuou 4,75% e chegou a R$ 20,03 por quilo.
Apesar da redução semanal, o pão francês ainda está 2,72% mais caro do que no mesmo período de 2025.
De acordo com a análise do instituto, a queda pode estar relacionada a fatores internos do mercado, como alterações de fornecedores e ajustes nas margens de lucro, que acabam refletindo no preço final pago pelo consumidor.
DIVERSIFICAÇÃO DO ABASTECIMENTO PODE REDUZIR IMPACTOS
Para Sebastião Gonçalves, as oscilações registradas nos diferentes produtos reforçam a importância de ampliar e diversificar as fontes de abastecimento.
“O cenário semanal reforçou a importância da diversificação das fontes de abastecimento, uma vez que problemas concentrados em determinadas cadeias podem provocar aumentos relevantes sem necessariamente gerar pressão uniforme sobre toda a cesta”, destacou.
A variação dos preços, segundo o levantamento, mostra que fatores específicos de produção, oferta e condições climáticas podem influenciar de maneira diferente cada item que compõe a cesta básica.



