MAYSA LEÃO DEFENDE DESCENTRALIZAÇÃO DO ATENDIMENTO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E AUTISMO EM MT

Vereadora afirma que o CRIDAC é essencial, mas reforça que o Estado precisa ampliar a rede de atendimento especializado para evitar longos deslocamentos das famílias.
Da Redação / Foto: Câmara de Cuiabá
A vereadora Maysa Leão (Republicanos) defendeu, durante a sessão desta terça-feira (14), na Câmara de Cuiabá, a ampliação da rede de atendimento às pessoas com deficiência e com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Mato Grosso. A parlamentar argumentou que a descentralização dos serviços especializados é fundamental para garantir acesso digno às famílias que vivem no interior do Estado.
Segundo Maysa, a experiência adquirida ao percorrer diversas regiões mato-grossenses com o projeto “Desmistificando o Autismo e a Educação Inclusiva” evidenciou as dificuldades enfrentadas por quem precisa buscar atendimento na Capital.
Ao destacar os 50 anos de atuação do Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (CRIDAC), a vereadora reconheceu a relevância da instituição, mas defendeu que ela deixe de ser a principal referência para todo o Estado.
“Temos um estado com dimensões continentais. Não é razoável que famílias precisem viajar mais de mil quilômetros em busca de atendimento especializado. Precisamos ampliar essa rede e levar os serviços para mais municípios”, afirmou.
A parlamentar também chamou atenção para a necessidade de políticas públicas adaptadas às diferentes realidades regionais. Ela destacou que Mato Grosso conta com apenas cinco escolas especializadas para atender pessoas com deficiência, número que considera insuficiente diante da demanda existente.
Durante o pronunciamento, Maysa ressaltou ainda que muitas famílias, especialmente mães atípicas, enfrentam sobrecarga física e emocional devido à falta de acesso aos serviços especializados.
Outro ponto abordado foi o Decreto Federal nº 12.686, que eliminou a exigência de renovação de laudos médicos para condições permanentes. Apesar da mudança, a vereadora afirmou que algumas instituições de ensino ainda insistem na solicitação de documentos atualizados.
“Autismo não é doença e não tem cura. O diagnóstico precoce, aliado às terapias e ao acompanhamento adequado, permite que a pessoa desenvolva autonomia e participe plenamente da sociedade”, destacou.
Para Maysa Leão, o fortalecimento das políticas de inclusão depende da atuação integrada entre as áreas de saúde, educação e assistência social, além da ampliação da rede de atendimento especializado em todas as regiões de Mato Grosso.



