Professores de Sinop participam de imersão no agronegócio e conhecem realidade do campo em Mato Grosso

Durante dois dias, 259 educadores da rede municipal participaram do programa Mestres no Agro, com palestras, debates e visita técnica em propriedade rural para ampliar o conhecimento sobre sustentabilidade, tecnologia e produção agrícola
Cerca de 259 professores da rede municipal de ensino de Sinop participaram, nos dias 14 e 15 de maio, de uma imersão voltada ao agronegócio brasileiro por meio do programa Mestres no Agro. A iniciativa foi promovida pelo Sindicato Rural de Sinop, dentro das ações da Associação De Olho no Material Escolar, com apoio da Aprosoja Mato Grosso e outras entidades ligadas ao setor produtivo.
A programação contou com palestras, debates e um dia de campo realizado na Fazenda JF, proporcionando aos educadores contato direto com a realidade do agronegócio mato-grossense, incluindo temas como tecnologia, sustentabilidade, produção agrícola, preservação ambiental e impactos econômicos e sociais do setor.
O vice-presidente norte da Aprosoja MT, Ilson José Redivo, destacou que o projeto vinha sendo planejado há bastante tempo e representa um avanço importante na aproximação entre educação e campo. Segundo ele, a união entre entidades e instituições foi essencial para consolidar a iniciativa.
“Estamos lançando uma sementinha para o futuro. Esse projeto nasceu em parceria com o De Olho no Material Escolar e recebeu apoio de diversas entidades que acreditaram na proposta. Quando muitas pessoas trabalham juntas em torno de um objetivo, o resultado aparece, e foi isso que vimos nesses dois dias”, afirmou.
A presidente da Associação De Olho no Material Escolar, Letícia Jacintho, explicou que o Mestres no Agro foi criado para ampliar o acesso de professores e alunos a informações atualizadas sobre o agronegócio brasileiro e sua importância para o desenvolvimento do país.
“O Brasil é hoje uma potência mundial na produção de alimentos e energia renovável. Queremos que professores e estudantes tenham acesso a informações qualificadas sobre o setor, entendendo seus desafios, avanços tecnológicos e oportunidades”, destacou.
Ela também reforçou o papel da educação como instrumento de transformação social e construção de novas perspectivas para as futuras gerações.
O delegado coordenador do núcleo de Sinop, João Marcos Bustamante, ressaltou que muitos moradores vivem em regiões agrícolas sem conhecer profundamente a realidade do setor produtivo. Segundo ele, os professores possuem papel estratégico na disseminação dessas informações dentro das salas de aula.
“Tudo aquilo que os educadores absorvem aqui será compartilhado com os alunos, ampliando o entendimento da sociedade sobre a importância do agronegócio”, afirmou.
Bustamante também destacou que o encontro contribui para combater informações equivocadas sobre o setor e reforçar a importância das práticas sustentáveis adotadas pelos produtores rurais.
Entre os convidados da programação esteve o ex-ministro da Agricultura, Antonio Cabrera, que ministrou palestra sobre a evolução do agronegócio brasileiro e os desafios da comunicação do setor. Durante sua participação, Cabrera afirmou que aproximar professores da realidade do campo é fundamental para combater a desinformação.
“Uma das maiores batalhas do agronegócio hoje acontece dentro da sala de aula. Muitas vezes os professores não têm acesso às informações corretas sobre o setor. Esse tipo de encontro permite conhecer a verdadeira realidade do agro brasileiro”, disse.
Ele também destacou que o Brasil se consolidou como referência mundial em sustentabilidade, eficiência produtiva e segurança alimentar.
Outro destaque foi a palestra de Bóris Wiazowski, head de sustentabilidade da Coopercitrus, que abordou os impactos econômicos e sociais do agronegócio brasileiro. Durante a apresentação, ele explicou a relação do setor com geração de empregos, distribuição de renda, segurança alimentar e produção de biocombustíveis.
“A ideia foi mostrar que desenvolvimento econômico e responsabilidade social caminham juntos. O agro gera oportunidades, renda e movimenta diversos setores da economia”, pontuou.
Na etapa prática da programação, realizada na Fazenda JF, os professores conheceram áreas de preservação ambiental, lavouras de milho e feijão, sistemas de irrigação, estruturas de armazenagem e maquinários agrícolas utilizados na produção rural.
A representante da fazenda, Marina Farinon, explicou que abrir as portas da propriedade para receber os educadores foi uma forma de aproximar a sociedade da realidade vivida no campo.
“É importante que os professores conheçam de perto o agro, entendam os desafios e percebam que a preservação ambiental faz parte da rotina do produtor rural”, afirmou.
A professora Maria Pricila Raimundo, da EMEI Clara Teixeira, destacou que a experiência permitiu conectar a teoria à prática, ampliando o conhecimento dos educadores sobre o agronegócio.
“Conhecer de perto tudo aquilo que debatemos em sala de aula foi muito importante. Isso fortalece nosso trabalho como educadores e contribui para levar informações mais próximas da realidade aos alunos”, relatou.
A programação do Mestres no Agro reforçou a importância da integração entre educação e setor produtivo, permitindo aos professores uma vivência prática sobre sustentabilidade, produção agrícola e os desafios enfrentados diariamente no campo.
Autor: Luciana Bueno / Foto: Reprodução



